Blitz do Procon apura razões das novas altas
Fiscais do Procon realizaram ontem em Londrina uma blitz em diversos postos de combustíveis da cidade para apurar as razões do aumento de preços da gasolina e álcool, que subiram na terça-feira, um dia depois da Justiça decretar a prisão preventiva de sete donos e gerentes de estabelecimentos do setor. Na grande maioria dos postos da cidade o preço da gasolina está variando entre R$ 1,77 e R$ 1,79, e o álcool, de R$ 0,97 a R$ 0,99. Os empresários foram notificados.
Para o coordenador do Procon, Tito Valle, não há dúvida de que o reajuste de preços é uma demonstração de poder do cartel existente em Londrina. ''É uma organização criminosa bem mais forte do que se pode supor'', afirmou. Segundo Valle, os ''articuladores'' da rede ficaram de fora do pedido de prisão preventiva. Conforme o coordenador do Procon, a Associação dos Revendedores de Combustíveis do Norte do Paraná (Arcom) exerce o papel de coagir e pressionar os proprietários de postos. O reajuste sincronizado dos combustíveis, na opinião do coordenador, é uma ''afronta à lei e aos direitos do consumidor.''
O relatório da vistoria nos postos, que deve se estender até amanhã, será encaminhado ao Ministério Público Estadual. ''Esperamos que a formalização das práticas abusivas acarrete mais denúncias contra donos de postos'', disse.
O gerente do Auto Posto Saron, Sidney Sumizawa, justificou o aumento dos combustíveis. ''As despesas extras de fim de ano com funcionários'' foram apontadas por ele como a causa do reajuste. Ele disse acreditar que o cartel foi extinto com a decretação da prisão. ''Se realmente existiu, deve ter acabado''. (Maranúbia Barbosa, de Londrina)





