Blindado pelo agronegócio
O relatório do Cepal aponta que, no início de 2016, houve uma diminuição de 1% na taxa de crescimento do salário real (e queda do salário real no Brasil e na Colômbia), o que, junto com a debilidade da geração de empregos, se reflete no baixo dinamismo do consumo das famílias. Para o economista e professor da Faculdade da Indústria IEL, Daniel Poit, as projeções da Cepal se assemelham aos dados do Fundo Monetário Internacional, que projetou -3,4%, e Banco Mundial, que chegou a -3,3%. "São metodologias diferentes, mas juntas mostram um consenso no cenário. Vários equívocos levaram o Brasil a essa situação, desindustrializamos, registramos ganhos de renda, sem acompanhar ganhos de produtividade e a competitividade da nossa indústria foi sendo dizimada", aponta.
Avaliando o impacto disso no Paraná, Poit acredita que o estado seja "um oásis dentro do Brasil". Essa situação diferenciada se dá muito mais pelo volume de exportações, garantido pelo agronegócio, do que pela indústria. "A economia do Paraná foi blindada pelo desempenho do agronegócio", reconhece. (M.M.)





