Black Friday funciona como um 'esquenta' para o Natal
Varejo londrinense está animado com a campanha e promoções já começaram; expectativas mais otimistas projetam alta de 20% nas vendas
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de novembro de 2026
Varejo londrinense está animado com a campanha e promoções já começaram; expectativas mais otimistas projetam alta de 20% nas vendas

A Black Friday caiu no gosto dos brasileiros e a data foi incluída entre uma das principais do calendário varejista nacional. Neste ano, projeções de mercado calculam que em todo o país, os consumidores devam gastar, pelo menos, R$ 14 bilhões e a alta sobre o mesmo período do ano passado deve ser de, no mínimo, 8%. O dia oficial da campanha promocional importada dos Estados Unidos é a última sexta-feira de novembro, um dia depois do feriado de Ação de Graças. Neste ano, cai no dia 27. Mas no Brasil, muitos lojistas se antecipam e divulgam as ofertas durante todo o mês. Nas vitrines já é possível ver os anúncios das promoções, que utilizam variações como Black November, Pré-Black e Esquenta Black.
Nos últimos anos, a data tem funcionado como um indicativo da disposição dos consumidores para gastarem no final do ano e muitos deles esperam para comprar em novembro, especialmente itens mais caros, como os eletroeletrônicos, conforme apontam levantamentos de anos anteriores.
O presidente do Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina), Ovhanes Gava, confirma o potencial da data. “Os lojistas só não antecipam a Black Friday para outubro em respeito ao feriado de Finados”, comentou. “A data movimenta o comércio e estamos precisando dessa movimentação.”
Gava destacou que no final do ano, o tíquete médio das compras aumenta e a Black Friday é um “termômetro”. “É importante antecipar as promoções para atrair os consumidores. No final deste mês, vamos ter indicadores que anunciam o cenário de dezembro. Se a Black vai bem, o fim de ano costuma acompanhar.”
Projeções de mercado preveem que os consumidores brasileiros deverão gastar entre R$ 14,5 bilhões e R$ 16,6 bilhões na Black Friday deste ano e a alta sobre as vendas do ano passado deve ser de, pelo menos, 8%.
Proprietária da loja de confecções masculinas Sinézio Magazine, Solange Pieroli está otimista com a data. Ela planeja iniciar a campanha da Black Friday na segunda quinzena do mês e a expectativa é superar em cerca de 20% os resultados de outubro e aumentar as vendas entre 10% e 20% na comparação com a Black Friday de 2025. “Essa data tem sido muito boa para nós por ser no final do mês, quando as vendas caem um pouco. A Black ajuda a aumentar e a gente faz um desconto real.”
Os itens que entrarão na promoção são da coleção nova e Pieroli vê no maior movimento de consumidores uma oportunidade para já antecipar as vendas do Natal. “O cliente vem pelo desconto, mas se gosta de uma mercadoria, na promoção ou não, ele leva.”
Para atrair quem gosta de aproveitar o período de promoções para adquirir itens de beleza, higiene pessoal e cosméticos, algumas redes de farmácias já começaram a campanha. Nas Farmácias Nissei, a chamada Pré-Black começou no dia 30 de outubro e a estratégia foi distribuir as ofertas por categorias nas três primeiras semanas de novembro e na última semana do mês, ampliar as promoções com uma variedade de ofertas exclusivas.
Em cada etapa da campanha, a validade dos descontos é limitada. A primeira semana é voltada aos cuidados com bebês e crianças, com redução de preços em itens como fraldas, por exemplo. Nas semanas seguintes, será a vez dos cuidados pessoais, beleza e descontos gerais, com o período de ofertas se estendendo até 30 de novembro.
A rede espera repetir o desempenho positivo do ano passado, quando registrou sua melhor campanha para a data. Em 2025, a Black Friday foi o período mais expressivo em vendas, superando os resultados do Mês da Mulher, outra data importante para a empresa.
“A partir do nosso esquenta, o consumidor já encontra promoções e descontos de produtos que fazem parte da rotina. Começar o mês com ofertas reais em cuidados infantis vai muito além das vendas. Pensamos em proporcionar a facilidade de acordo com o momento em que o cliente está reestocando os cuidados básicos dos filhos, realizando compras do mês em mercados”, explicou o diretor de Marketing e Negócios Digitais da rede de farmácias, Leonardo Franklin. Entre o mix de produtos infantis incluído na campanha, os descontos chegam a 35%.


Simoni Saris
Jornalista


