A queda de 5% nas vendas de biscoitos registrada na indústria no primeiro trimestre de 2001 em comparação com os três primeiros meses do ano passado não impedirá os fabricantes de reajustar os preços. As empresas pretendem repassar ao consumidor a alta de custos gerada pela variação cambial. O trigo, principal matéria-prima do setor e que representa 70% dos custos, é cotado em dólar.
‘‘A alta do dólar está provocando aumento nos custos que serão repassados aos preços’’, garante José Reis, vice-presidente da Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos (Anib). A partir de 1º de maio as novas tabelas irão embutir reajustes que variam entre 6% e 8%. ‘‘Em alguns casos poderá atingir até 10%’’, avisa.
Segundo Reis, mesmo que o mercado não comporte os aumentos, não há mais como as empresas enxugarem os custos. Ele afirma que os novos preços não deverão causar tanto impacto no mercado, que neste ano não sofreu nenhuma alteração nas tabelas.
‘‘A economia está se aquecendo e o consumo será retomado’’, acredita. Apesar da retração verificada no primeiro trimestre, Reis afirma que o mês de março já apresentou sinais de melhora. O mercado de biscoitos movimentou no ano passado R$ 2,837 bilhões, fabricando 1,012 milhão de toneladas. Para 2001 a previsão é de um incremento entre 2% e 3%.
A Marilan Indústria Alimentícia, quarta no ranking na produção nacional de biscoitos, aumentará os preços 8% em maio.

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