Bird aponta o Brasil como país-chave
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segunda-feira, 08 de setembro de 1997
Agência Folha Washington, EUA 
Nos próximos 25 anos, cinco países, entre eles o Brasil, vão emergir como personagens-chave na economia do mundo, segundo documento divulgado ontem pelo Banco Mundial (Bird). Maior integração e crescimento mais rápido na China, Índia, Indonésia, Brasil e Rússia provavelmente irão redesenhar o mapa econômico no próximo quarto de século, afirma o relatório Perspectivas Econômicas Globais, apresentado em Washington.
A participação conjunta desses cinco países (chamados de Os Cinco Grandes no estudo) no comércio mundial, atualmente cerca de quatro vezes menor do que a da União Européia, será 50% superior à dela em 2020, em previsões razoavelmente conservadoras.
O trabalho afirma que modelos de simulação para a economia mundial em 2020 sugerem que a emergência dos Cinco Grandes vai gerar significantes ganhos de bem-estar social tanto para os países industrializados quanto para outras nações em desenvolvimento, como resultado de maiores oportunidades para especialização e de melhores condições de comércio.
A emergência dos Cinco Grandes terá um efeito benéfico sobre os salários tanto de trabalhadores qualificados como de trabalhadores sem instrução na maior parte dos países e regiões do mundo, continua o documento. As áreas mais beneficiadas, segundo o estudo do Banco Mundial, serão Oriente Médio, África e América Latina.
Os países em desenvolvimento vão crescer em média entre 5% e 6% ao ano até 2020. A previsão para a América Latina é de 4,5% de crescimento anual médio no período.
Obstáculos Apesar de otimista, o estudo alerta que esse processo não vai ocorrer sem problemas, e que um gerenciamento cuidadoso da transição é fundamental para o seu sucesso. Ele também adverte sobre a necessidade de serem mantidas as reformas econômicas introduzidas nos países em desenvolvimento nos últimos dez anos para que tudo dê certo.
Preocupação sobre desemprego e outros custos de ajustamento ainda detém muitos países em seu esforço de liberalização. Mas a evidência disponível sugere que esses custos são mais limitados do que algumas vezes se teme, afirma o relatório.


