Biotecnologia pode reduzir custos na lavoura em até US$ 80 bilhões
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terça-feira, 22 de março de 2011
Marcela Caetano <br> Agência Estado 
São Paulo - Estudo apresentado ontem pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) e pela Céleres Ambiental estima que, nos próximos dez anos, o agronegócio brasileiro pode deixar de gastar cerca de US$ 80 bilhões com a adoção da biotecnologia nas lavouras. A estimativa leva em consideração a redução do uso de água em 133,95 bilhões de litros, a economia de 1,1 bilhão de litros de combustível e 127 mil toneladas de ativos de defensivos.
A expectativa com relação à redução na emissão de CO2 é da ordem de 2,9 milhões de toneladas, considerando a diminuição na aplicação de pulverizações e menor consumo de combustível pelas máquinas nos próximos 10 anos. De acordo com a pesquisa, no período de 1996 a 2009 a economia gerada pelo uso da biotecnologia foi da ordem de US$ 5,9 bilhões, representada pela economia de 16,2 bilhões de litros de água, além de 134,6 milhões de litros de combustível. No período analisado, a redução de emissão de CO2 foi de 357 mil toneladas.
O agrônomo da Céleres Ambiental, Anderson Galvão, responsável pelo estudo, informou que a projeção de redução de gastos no agronegócio nos próximos 10 anos leva em consideração o aumento da taxa de adesão ao uso de biotecnologia pelo agricultor e também o crescimento da área cultivada. Os números projetados referem-se a três culturas: soja, milho e algodão.


