A energia gerada a partir da biomassa - resíduos da agricultura, como palha de cana, bagaço e casca de arroz - ainda precisa conquistar mercado. A afirmação foi feita pelo engenheiro químico cubano e doutor na área, Juan Miguel Mesa Pérez, pesquisador da Universidade de Campinas (Unicamp), que esteve ontem em Londrina para ministrar palestra sobre o assunto.
Segundo ele, a biomasa tem uma série da pontos favoráveis para conquistar o mercado. Ele citou o esgotamento do petroléo e o aumento do preço do produto, um dos mais usados como gerador de energia. Além disso, trata-se de material renovável e que não prejudica o meio ambiente. ''Ainda não existe mercado, porém existe uma situação favorável: a necessidade de utilizá-lo para preservação do meio ambiente'', reforçou o especialista.
Proprietário da empresa Bioware - Tecnologia de termoconversão de biomassa - Pérez explica que a partir da biomassa é possível gerar três produtos como fontes de energia: o carvão em pó, que entre outras funções serve como aditivo na produção de pneus, e o extrato ácido e o bio-óleo, dos quais originam o biodiesel.
Conforme o especialista, essa energia ainda não é utilizada porque as outras fontes, como usinas hidrelétricas e petróleo, são mais econômicas, entretanto mais prejudiciais ao meio ambiente. Ele insistiu, contudo, que essa seria uma fonte ideal de energia já que o Brasil é rico em resíduos de agricultura.''Com um quilograma de biomassa é possível gerar um quilowatt de energia'',
O especialista também esteve na cidade para firmar uma parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL). ''O objetivo é juntar competências dos profissionais da Bioware, da Unicamp e da UEL, visando colocar no mercado um combustível a partir de resíduos agrícolas'', informou.

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