Wenceslau Braz - ''A instalação de usinas de biocombustível no Norte Pioneiro poderá representar um avanço significativo na economia regional''. Esta é a opinião da bióloga Iraci Alves, responsável pelo programa em Wenceslau Braz (117 km ao sul de Jacarezinho). Ela fez a palestra de abertura do 1º Encontro de Biodiesel realizado ontem no município.
Para a bióloga, a região, conhecida por seu relevo acidentado pode se beneficiar para o plantio de oleaginosas como mamona, algodão, girassol, amendoim, cárdamo, pinhão manso e em algumas propriedades, a soja. São essas as culturas recomendadas para a produção de biodiesel. Todos os caminhos necessários para a implantação do programa no Norte Pioneiro foram debatidos pelos participantes.
O 1º Encontro do Biodiesel foi aberto pelo prefeito Cristóvão Andraus. Animado com as perspectivas de produção, ele anunciou que deverá plantar já no próximo ano, cerca de 120 hectares de mamona em uma das suas propriedades rurais. O prefeito estimulou a participação das associações de produtores rurais de Wenceslau Braz no projeto, colocando a disposição dos agricultores o Departamento de Agricultura e o escritório local da Emater.
''Nosso município será pioneiro neste projeto. Queremos provar para o Norte Pioneiro, que o biodiesel é o combustível do futuro e com amplas condições de ser implantado com sucesso em toda a região'', destacou Andraus. Ele observou ainda que existem financiamentos acessíveis a todos os produtores rurais do município e agricultores familiares.
Respaldado pelo Iapar, Embrapa, Emater, Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Federação da Agricultura e sindicatos rurais, o programa de biodiesel gera renda e assegura a sustentabilidade para pequenos agricultores organizados em grupos solidários.
''O estimulo ao plantio de diversas oleaginosas é para produzir alimentos e biocombustível para o consumo próprio e comercialização do excedente'', disse a bióloga Iraci Alves. De acordo com um levantamento efetuado pelos técnicos, uma mini-usina com capacidade de 50 quilos de grãos por hora, extrai aproximadamente 7,5 litros de óleo de soja; 20 litros de óleo de girassol: 20 litros de óleo de amendoim ou 25 litros de óleo de mamona. Para esse equipamento, o grupo de produtores deverá plantar áreas que somam um total de 70 a 100 hectares.
Esta produção de óleo a frio, como é conhecido, tem preço e comercialização garantidos no Paraná ou no estado de São Paulo. Grandes empresas que produzem o biocombustível deverão instalar em um dos estados do Sul, uma usina de produção do biodiesel. Esta unidade deverá absorver toda a produção da região.

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