Curitiba - Um das preocupações dos sepermercados refere-se ao custo das sacolas biodegradáveis. O presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta, estima que a rede terá um aumento de 12% nos custos com as sacolas. ''O problema é que o aditivo colocado no plástico não existe no Brasil. Talvez com um maior número de mercados compradores esse custo venha a baixar'', diz. As 24 5 lojas do Condor no Estado ultizam 10 milhões de sacolas mensalmente. A substituição do produto, segundo ele, será gradual, até que o estoque de sacolas convencionais acabe.
Para Celso Luiz Gusso, da Associação Brasileira da Indústria do Plástico e diretor da a Arauplast, empresa de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, que fabrica as sacolas oxi-biodegradáveis fornecidas à rede, a expectativa é reduzir essa diferença para 5%. Uma alternativa seria o mercado importar o aditivo diretamente, evitando com isso pagamento de impostos péla indústria, que encarecem o produto final.
A Arauplast produz 100 milhões de sacolas mensalmente vendidos ao mercado interno e externo. Há seis meses, a fábrica começou a produzir também as sacolas oxi-degradáveis. Segundo Gusso, a empresa já atende dez clientes neste segmento, responsáveis pela compra de 20 milhões de sacolas, o correspondente a 20% de sua produção.
Além do Condor, as sacolas oxi-biodegradáveis também são usadas pelos mercados da Secretaria de Abastecimento do Estado (Seab), pelo Mufatto e as redes Cidade Canção, Rede Bom Dia e Super Bem Bom, todas de Maringá. (M.G.)

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