Biocombustível terá aumento na demanda
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sábado, 12 de setembro de 2009
Lourival SantAnna<br> Agência Estado 
São Paulo - A demanda por biocombustíveis pode não crescer o suficiente a ponto de prejudicar o consumo de petróleo, mas ainda assim terá um aumento vertiginoso nos próximos anos. Hoje, eles representam cerca de 3% dos quase 3 trilhões de litros de gasolina e diesel consumidos no mundo. Em 15 anos, essa fatia será de no mínimo 12%, podendo chegar a 20%, segundo Weber Amaral, que coordena pesquisas sobre biocombustíveis na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, interior de São Paulo.
A fabricação de motores flex nos Estados Unidos (a maioria a gasolina) e na Europa (onde predomina o diesel), para atender às exigências de redução de poluentes, deve puxar essa demanda. Do lado da oferta, o etanol brasileiro, mais barato e que consome menos energia para ser produzido, terá um papel central.
A área de cana-de-açúcar plantada no Brasil, hoje 8 milhões de hectares, deve aumentar para 14 milhões em 2019 e para 21 milhões em 2024 , calcula Amaral. Ele afirma que esse aumento não comprometerá a segurança alimentar.
Amaral acredita que a ênfase agora dada no pré-sal não prejudicará os investimentos em etanol. O novo investidor, que virá de fora, é educado financeiramente, descreve ele. Não procura ganho rápido e não coloca suas fichas no petróleo. Ele trabalha com o marco regulatório ambiental.
Segundo o especialista, esses investidores incluem companhias petroleiras, como a BP e a Shell, e empresas de biotecnologia. O petróleo do pré-sal é importante estrategicamente, mas não terá nenhum impacto na expansão do etanol brasileiro.


