Para o ministro do Agricultura, Reinhold Stephanes, duas questões devem ser levadas em conta durante a formatação da agenda agrícola: a produção de biocombustível e de alimentos. ''O Brasil é o país com melhores condições - custo e qualidade - para produzir etanol e a produção precisa ser apoiada'', frisou.
Segundo ele, não é possível ter uma ideia de como outros países vão aderir à energia limpa, mas no Brasil 50% do combustível utilizado tem etanol. A expectativa, conforme Stephanes, é de que a área e a produção do biocombustível dobre nos próximos 8 anos.
Além disso, a atenção também precisa se voltar para a produção de alimentos. A estimativa, de acordo com o ministro da Agricultura, é de que nos próximos 20 anos o mundo vai necessitar de 50% a mais de alimentos do que exige hoje. ''E quem pode produzir mais? O Brasil tem terra, água, clima, organização de produção, tecnologia adequada e produtores'', acrescentou.
A agenda agrícola, na opinião dele, é importante porque coloca o setor como ponto estratégico para o desenvolvimento do Brasil. Atualmente, o agronegócio já representa 30% do PIB brasileiro e responde por cerca de 1/3 dos empregos gerados no País. Mas é fundamental, pontuou o ministro, que o governo entre com investimentos e financiamentos para estimular e fortalecer o segmento. (E.Z.)

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