Big pode substituir a marca Mercadorama
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sexta-feira, 10 de agosto de 2001
Erika Wandembrcuk<BR>De Curitiba 
A marca paranaense Mercadorama pode ser extinta. Até setembro, a Sonae Distribuição Brasil, que comprou a marca em 1998, mudará a bandeira de mais três supermercados Mercadorama para Hipermercados Big, em Curitiba. Ontem, a empresa inaugurou no bairro de Santa Felicidade, a quarta loja Big da Capital, oitava do Paraná, no local onde funcionava o Mercadorama. Em setembro, serão inaugurados os hipermercados dos bairros Portão e Pinheirinho, quando estarão concluídas as reformas dos antigos estabelecimentos.
''Se os preços continuarem baixos como os de hoje (ontem) sou a favor da mudança da bandeira. Como Mercadorama os preços eram altíssimos. Era obrigada a comprar no concorrente'', disse a dona-de-casa Luíza Vieira. O aposentado Jhonas Botelho e sua mulher Cristiane têm a mesma opinião. ''Pudemos comprar uma televisão de 14 polegadas por R$ 229'', contou o aposentado.
Com 4 mil metros quadrados de área de venda, a filial de Santa Felicidade gera 190 empregos diretos e 100 indiretos, além de possuir 6 mil itens à venda. A Sonae investiu R$ 5 milhões na reforma da loja. ''Queremos que nossa clientela passe de 45 mil para 100 mil pessoas por mês'', disse o gerente-geral do Big de Santa Felicidade, Eduardo Ciccone. Ele explicou que como hipermercado, a empresa tem mais variedade de produtos e, por consequência, maior volume de vendas. ''Com isso, temos maior poder de barganha com os fornecedores e podemos vender os produtos a preços mais baixos'', informou Ciccone.
A definição da loja foi precedida de uma pesquisa junto aos consumidores e levou em consideração ainda a posição geográfica estratégica. Localizado no região Oeste, o novo Big abrange consumidores da localidade, além da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e o município de Campo Largo. Já o Big da Avenida das Torres abrange a região Leste, o do Boa Vista, a Norte, e o do Xaxim, a região Sul. As duas novas lojas situam-se estrategicamente em regiões centrais da Capital.
O investimento faz parte do programa de expansão e consolidação da empresa previsto para 2001. Neste ano, a Sonae estará gastando R$ 500 milhões em reformas e construções de redes em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (estados em que atua). No mês passado, foi inaugurado o Big de Londrina (que custou R$ 15 milhões). Em abril, foram abertas as portas dos de Ponta Grossa e de Maringá.
A Sonae não tem projeções de faturamento para este ano. Em 2000, a receita líquida da empresa foi de R$ 3,1 bilhões. Mais de 30% deste montante foram alcançados no Paraná. No Estado, a rede gera 6 mil empregos.


