Big Frango vai investir US$ 12 mi em Rolândia
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terça-feira, 11 de março de 1997
Josiane Schulz Especial para a Folha 
Arquivo FolhaNovas vagasEvaldo Ulinski: Abatedouro vai gerar 500 novos empregos diretos O Frigorífico Big Frango está investindo US$ 12 milhões na construção de um novo abatedouro. Localizado no município de Rolândia, o empreendimento pretende ser um dos maiores e mais modernos do Estado. Destinado basicamente à exportação, o novo abatedouro vai operar inicialmente com uma produção de 120 mil aves ao dia, conforme o diretor-presidente da Big Frango, Evaldo Ulinski. Esse volume representa cerca de 11% da média de produção mensal de frango do Estado no último ano. A intenção é que com a conclusão das obras essa produção dobre, afirma Ulinski.
O início das atividades do novo abatedouro está previsto para o mês de julho de 98, quando estará pronta parte da obra - unidade de cortes, túnel de congelamento, câmara fria e incubatório. Nessa primeira fase, o abatedouro de frangos estará gerando cerca de 200 novos empregos, que chegarão a 500 com a conclusão do empreendimento.
Ulinski afirma ainda que serão necessários também 600 novos granjeiros integrados - responsáveis pelo desenvolvimento da criação de frango a partir dos pintinhos fornecidas pelo abatedouro.
Com destino aos mercados europeu, do Oriente Médio, Japão e China, principalmente, a produção do novo abatedouro vai ser processada em equipamentos de última geração. Estamos investindo também em tecnologia. Além do frango inteiro e em corte, vamos industrializar outros produtos como mortadela, hamburguer e diversas variações da carne de frango, afirma Ulinski.
A produção do frigorífico Big Frango é atualmente de 60 mil frangos por dia, destinados ao mercado interno. Segundo Ulinski, cerca de 300 granjeiros trabalham no sistema de integração com o abatedouro.
Corte Os abatedouros de frango estão adotando como estratégia para aumento de lucro a industrialização do frango em partes. Essa opção pode gerar um aumento do valor agregado que varia de 10% até 50%. Segundo o assessor de economia da Associação Paranaense dos Abatedouros e Produtores Avícolas - Avipar, Gustavo Farnaya, essa é a tendência da indústria.
Além de aumentar o valor agregado do produto, é possível atender mercados diferenciados, principalmente o externo. O Japão por exemplo tem muito interesse na compra de filé de peito de frango, exemplifica Farnaya. Ele explica que as indústrias estão até trabalhando o corte para atrair o consumidor, como é o caso da tulipa - um corte especial da coxa do frango, onde o osso é completamente limpo, facilitando o manuseio.


