Big Frango quer dobrar produção
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
Com o abate diário de 170 mil cabeças de aves, a Big Frango, com sede em Rolândia (25 quilômetros de Londrina), quer dobrar a sua produção até 2007. O projeto de expansão da empresa será anunciado hoje, durante o Prêmio Integração 2004, que premiará os melhores criadores de frango do ano passado. O evento também contará com palestras técnicas e motivacionais e será realizado no Rolândia Country Clube.
O diretor agropecuário da Big Frango, Valter Bampi, informa que a expansão da empresa envolve parceria com 15 prefeituras da região, produtores rurais e Banco do Brasil, que vai liberar linhas de crédito a juros subsidiados para a instalação de galpões nas propriedades rurais. As prefeituras participam ajudando na parte de infra-estrutura (conservação de estradas rurais) e terraplanagem. Hoje, a Big Frango já trabalha com 33 prefeituras e mais de 400 produtores rurais do Norte do Paraná que são integrados à empresa. Os valores de investimentos não foram divulgados pelo diretor da empresa.
O objetivo, diz Bampi, é que as prefeituras comprem a idéia de que a avicultura é um bom negócio atualmente, além de manter o homem no campo e trazer retorno financeiro. ''A avicultura brasileira é a mais tecnificada do mundo. O Paraná é o maior produtor de frango no Brasil'', argumenta Bampi, acrescentando que a Big Frango exporta, há mais de um ano, 30% da produção para o mercado japonês. Os outros 70% são comercializados nos estados do Paraná e São Paulo. ''Com o plano de expansão, vamos entrar no mercado europeu a partir do terceiro trimestre'', informou Bampi, lembrando que até o final de 2005, a empresa deverá estar abatendo 200 mil cabeças/dia.
As prefeituras parceiras da Big Frango são de Rolândia, Londrina, Jandaia do Sul, Marilândia do Sul, Novo Itacolomi, Califórnia, Arapongas, Ibiporã, Faxinal, Sabáudia, Cambira, Apucarana, Rio Bom, Sertanópolis e Mauá da Serra. ''Só para ter idéia, desde 1994 a avicultura representa mais de 50% do retorno econômico de Novo Itacolomi'', enfatizou Bampi.


