O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, negou que o governo pretenda fazer um novo reajuste nos preços dos combutíveis ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo o secretário, até o final de junho a equipe econômica continuará avaliando o comportamento do mercado futuro de petróleo para somente então tomar uma decisão sobre uma possível nova elevação dos preços domésticos dos derivados de petróleo este ano. ‘‘Mas isso não quer dizer que haverá reajuste no dia 1 ou 2 de julho’’, ressaltou. ‘‘Não há decisão alguma.’’
Bier explicou que esse acompanhamento do mercado futuro de petróleo é que permitirá ao governo avaliar se será necessário fazer uma nova previsão sobre o resultado do ano previsto para a chamada conta-petróleo. A previsão inicial do governo é de um superávit na conta-petróleo de R$ 3,5 bilhões. Bier disse que até o mês passado o resultado da conta é deficitário. Ele explicou, porém, que essa frustração de receitas poderá ser compensada por ganhos fiscais em outras áreas.
O déficit estimado da conta-petróleo no período de janeiro a maio deste ano é de R$ 403 milhões – enquanto a meta para o ano é um superávit de R$ 3,5 bilhões. Esse resultado, aliado à alta do preço internacional do petróleo, aumenta as chances de ocorrer novo reajuste nos preços dos combustíveis. No entanto, segundo revelaram técnicos da área econômica, a elevação dos preços não deverá ocorrer em junho porque já está prevista uma série de reajustes de preços públicos naquele mês.
O ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, também descartou ontem qualquer possibilidade de um novo aumento de combustíveis ainda neste semestre, apesar de reconhecer que o saldo da conta petróleo este ano já acumula um déficit de cerca de R$ 400 milhões devido ao preço do petróleo no mercado internacional. ‘‘Garanto que até julho não haverá nenhum aumento’’, afirmou o ministro, salientando que esta decisão foi tomada pelo presidente Fernando Henrique. Mesmo que este compromisso coloque em risco a meta acertada com o FMI, ele comentou que o governo poderá estudar onde poderá compensar a defasagem como fez no ano passado.

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