Bier: 'Fazemos transição suave'
A conta petróleo dívida do governo com a Petrobras por causa de subsídios dados aos derivados vai ficar negativa em R$ 3,2 bilhões no fim deste ano. Esse resultado só não ficará pior por causa do reajuste de 11%, anunciado ontem, para os preços da gasolina, diesel, gás de cozinha e querosene de aviação. Este aumento permitirá reduzir a dívida em R$ 400 milhões.
Os números foram divulgados ontem pelo secretário-executivo do ministério da Fazenda, Amaury Bier, ao prever para o próximo ano uma arrecadação entre R$ 3,5 bilhões e R$ 4,5 bilhões através de ganhos com os derivados de petróleo.
Isso será suficiente para o Tesouro Nacional pagar a estatal e contar com um caixa de R$ 1,3 bilhão, de acordo com as previsões mais otimistas. A partir de janeiro de 2002, este critério de arrecadação acaba, já que o mercado estará totalmente aberto para os grupos privados que estejam interessados no mercado nacional de derivados de petróleo. Estamos fazendo uma transição suave do modelo atual para o da liberação dos preços dos derivados, afirmou Bier.
Para pagar a conta petróleo foi criada a Parcela de Preço Específica (PPE), uma espécie de fundo entre a diferença do petróleo no mercado internacional e o produto faturado nas refinarias pela Petrobras. Quando o saldo da PPE é positivo, a dívida da conta petróleo diminui e, quando ocorre o inverso, o resultado aumenta.





