BID e fundos de pensão vão financiar infra-estrutura
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quinta-feira, 06 de julho de 2006
Thiago Velloso<br> Agência Estado 
São Paulo - Representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de fundos de pensão e do banco ABN Amro lançaram ontem, em São Paulo, o fundo de investimento em participações (FIP) InfraBrasil, constituído para bancar projetos de infra-estrutura no País. A carteira idealizada pelo BID, com o apoio do governo federal, é fechada para investidores institucionais e nasce com patrimônio de R$ 620 milhões voltados para as áreas de transportes, água e saneamento, telecomunicações, energia e transporte e distribuição de gás. ''O marco regulatório e o ambiente para transportes e energia são os mais atraentes agora'', diz Geoffrey Cleaver, superintendente do ABN Amro, instituição escolhida para gerir a carteira.
De acordo com o executivo, a duração do fundo deve ser de, no máximo, 15 anos, com expectativa de prazo médio de 8 anos. A idéia é buscar um mix de projetos que permita amortizar o investimento dos cotistas periodicamente. Já a expectativa de retorno é de IGP-M mais 11% a 12% ao ano.
Segundo Cleaver, já existem dois projetos sendo analisados. Mas o compromisso é de que, ao longo dos próximos quatro anos, os recursos do fundo sejam todos aplicados. Caso o objetivo de captação, de R$ 1 bilhão, seja atingido, o fundo pode investir em mais de 20 projetos.
O capital inicial do fundo foi constituído, primordialmente, com o dinheiro de fundos de pensão. O BID entrou com US$ 43 milhões, emprestados à carteira por um prazo de 12 anos e que podem ser ampliados para até US$ 75 milhões.


