BID diz que economias na AL seguem ''fragilizadas''
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domingo, 28 de março de 2004
Agência Folha 
Washington - As economias do Brasil e da América Latina continuam ''fragilizadas'', com taxas de desemprego recordes, crédito para a produção em níveis mínimos e expostas à possibilidade de um novo choque externo negativo para toda a região. Uma ''paralisia financeira'' na América Latina poderá travar o crescimento sustentado. Os índices de pobreza, que haviam diminuído nos anos 90, voltaram a subir, afetando 225 milhões de pessoas em 2003.
Segundo o ''Informe Anual 2003'' do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o crescimento de até 4% projetado para a América Latina neste ano, acima dos 1,5% de 2003, pode não se sustentar a médio prazo.
''As perspectivas de médio prazo são incertas e a bonança externa não vai durar para sempre. É preciso aproveitar o momento para consolidar mudanças estruturais'', disse o presidente do BID, Enrique Iglesias, sobre o relatório, que será apresentado hoje na abertura da reunião anual do organismo em Lima, no Peru.
Segundo o BID, todos os problemas latino-americanos continuam ''presentes e preocupantes'', apesar da expectativa de crescimento maior.


