O economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ricardo Hausmann, disse em Santiago que a crise asiática terá um impacto mínimo sobre as economias da América Latina, com exceção do Brasil, que avançou muito no atual ciclo de expansão econômica. Segundo ele, o BID acredita que o crescimento econômico da América Latina (exceto o Brasil) será de 5% em 1998, ‘‘muito similar ao crescimento em torno de 5,1% que estamos prevendo para este ano’’.
Hausmann disse que o BID está revisando suas previsões referentes ao Brasil, depois do pacote fiscal anunciado pelo governo. Ele não adiantou quando as novas previsões sobre o Brasil estarão prontas. Hausmann expressou confiança de que o pacote fiscal e as medidas monetárias anunciadas recentemente no Brasil vão reduzir o déficit em conta corrente do País.
Para o economista, não surpreende que o Brasil seja o país latino-americano mais vulnerável a desdobramentos da crise asiática, por ser um dos países da região que mais avançaram no atual ciclo de expansão econômica. Países como México e Argentina estão em estágios anteriores do ciclo de expansão, o que torna a situação desses países mais favorável em termos de balança comercial e balanço de pagamentos.

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