Rio de Janeiro - Investimentos em infra-estrutura no total de R$ 1,8 bilhão, divididos em 15 projetos voltados, sobretudo, às áreas de energia, saneamento e telecomunicações, deverão ser efetivados no País entre outubro e novembro, segundo estimativa do presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias. Os empreendimentos serão resultado de um fundo de investimento que será lançado pelo BID em parceria com investidores privados. Iglesias explicou ontem, em entrevista após palestra em seminário no Rio, que ainda este mês será iniciado o processo de escolha do gestor do fundo, que virá do setor privado. Em agosto, o gestor estará escolhido e dará início ao processo de negociações de mercado, com captação concluída até novembro.
Segundo Iglesias, o BID já aprovou uma participação de US$ 75 milhões no total do fundo e o restante será captado entre investidores institucionais, especialmente fundos de pensão e investidores internacionais. Ele explicou que o objetivo da instituição é ajudar na atração de capitais para o Brasil. O presidente do BID disse que o relacionamento do banco com os países emergentes está passando por ''um momento de diversificação'' e isso inclui a abertura de possibilidades de cooperação com o setor privado. ''Queremos ser um agente catalisador para abrir o apetite dos investidores estrangeiros, com nossa credibilidade e profissionalismo'', disse Iglesias.
Fundos - Os fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros) e da Caixa Econômica Federal (Funcef) poderão entrar com um máximo de R$ 375 milhões cada um no fundo apoiado pelo BID. O presidente da Petros, Wagner Pinheiro, explicou que esse é um limite estipulado na regulamentação e que a instituição ''não está avaliando entrar com todo este valor'', mas que irá participar.
Os presidentes da Previ, Sérgio Rosa, e da Funcef, Guilherme Lacerda, ressaltaram que a participação do BID no fundo é a confirmação de que o banco de fomento está vendo o momento atual como positivo para investimentos de longo prazo no Brasil.

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