Bezerra e Borhausen
criticam decisão do SFT
O ministro da Integração Fernando Bezerra e o presidente nacional do PFL, senador Jorge Borhausen (SC), criticaram ontem a decisão do Supremo Tribunal Federal que julgou inconstitucional o aumento da alíquota previdenciária para servidores da ativa e início da contribuição para aposentados. Bezerra foi mais ameno e disse que o ônus da decisão terá de ser dividido com a sociedade. Borhausen foi enfático e tachou de ‘‘lamentável’’ o julgamento.
‘‘Faltou visão pública por parte dos ministros do STF. Eles tiveram apego exagerado à interpretação da lei, que poderia ser estendida, mas ficou muito estreita. As consequência estão aí: déficit público’’, reclamou. Borhausen e as demais lideranças de bancada se reuniriam ontem, a partir das 18h30, com o presidente Fernando Henrique para discutir o assunto (leia no primeiro caderno). Borhausen e Bezerra estiveram pela manhã, em Curitiba, para prestigiar a posse de José Carlos Gomes Carvalho na Fiep. Após a solenidade, embarcaram para Brasília para reunião com o presidentente.
O ministro ressaltou que a decisão do STF representa queda de R$ 2,3 bilhões na arrecadação federal. ‘‘O País tem que ter a coragem de encarar de maneira séria a reforma da previdência’’, afirmou, ao enfatizar que o déficit previdenciário saltará de R$ 45 bilhões para R$ 100 bilhões em quatro anos. Ele prevê corte nos investimentos e adiamento do crescimento.
Tanto Borhausen quanto Bezerra defenderam primeiro um corte de gastos e investimentos para só então pensar em aumento de impostos, como cogitava o governo no início do dia. ‘‘Vamos primeiro cortar gastos, porque a carga está muito elevada e o aumento não é justo’’, disse Borhausen.

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