O governador Beto Richa (PSDB) diz que o Estado irá ajudar financeiramente na contratação do estudo de viabilidade do Arco Norte. A estimativa é que esse estudo custe até 250 mil euros, cerca de R$ 570 mil. ''Estou pronto para ajudar, é um projeto de interesse da cidade, eu sou parceiro'', disse ele durante visita à FOLHA na última quarta-feira.
''Para quem investe R$ 24 milhões na reforma do Aeroporto (de Londrina) e R$ 110 milhões na duplicação da PR-445, dá para investir mais um pouco'', disse.
A Sociedade de Propósito Específico (SPE) formada pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e pela Sociedade Rural do Paraná (SRP) para articular o Arco Norte aguarda um orçamento do projeto de viabilidade técnica encomendado à Lufthansa Consultoria.
O Arco Norte visa ao desenvolvimento regional e tem como âncora um
aeroporto internacional de carga a ser construído na zona sul de Londrina,
próximo à Mata dos Godoy. Ele envolve os municípios de Londrina, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Rolândia, Arapongas, Apucarana e Assaí.
Infraestrutura
Durante a visita ao jornal, esta semana, Beto Richa também comentou a necessidade de o Paraná investir em infraestrutura para reduzir as desvantagens dos municípios do interior que não conseguem atrair investimentos por estarem longe do Porto de Paranaguá.
Segundo ele, o governo negocia com as concessionárias a duplicação de vários trechos do Anel de Integração Rodoviário, incluindo Apucarana-Ponta Grossa. ''Aos poucos nós vamos retomando os investimentos'', declarou. Para Beto Richa, o governo anterior (Roberto Requião) preferiu brigar com as concessionárias a negociar com elas. ''O governador preferia colocar o MST para invadir as cancelas'', criticou.
O tucano disse ainda que a negociação com as concessionárias envolve a retirada das ações movidas por elas contra o Estado do Paraná e não descartou uma redução nos valores do pedágio.

mockup