O governador Beto Richa (PSDB) disse ontem que não irá "medir esforços" para a duplicação da PR-445 entre Londrina e Mauá da Serra. Na missa de celebração dos 100 anos de nascimento de dom Geraldo Fernandes, realizada na Catedral, ele recebeu um documento com o pedido feito por empresários e políticos da região. "Nossa vontade é não medir esforço para a duplicação até Mauá da Serra, visto que já anunciei a duplicação da Rodovia do Café de Apucarana a Ponta Grossa", afirmou em rápida entrevista antes das missa.
No início do mês, o governo anunciou a duplicação da PR-376 (Rodovia do Café) como resultado de uma negociação com a concessionária que explora o trecho, a Rodonorte. Segundo ele, a empresa irá investir R$ 1,1 bilhão na obra. Questionado se o governo pensa em prorrogar os atuais contratos de pedágio, ele negou. "Quem está tocando esse assunto é a agência reguladora. Estamos fazendo uma discussão técnica como prometi na campanha", declarou.
As lideranças de Londrina, que dia 8 de março decidiram pedir ao governo a duplicação da PR-445, incluíram no documento uma solicitação para duplicar também a PR-323, continuação da 445, até a divisa com o estado de São Paulo, ao que Richa respondeu: "Sempre pedem um pouco mais". O compromisso do governo, segundo ele, é fazer a obra nesta rodovia entre Guaíra e Maringá.
No documento entregue a Richa pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, as lideranças dizem que aceitam pagar pedágio no trecho de 69 km da PR-445 entre Londrina e Mauá da Serra, desde que a cobrança comece somente após a conclusão das obras e que o valor da tarifa seja menor que o das atuais praças de pedágio paranaenses, e "definido por estudos técnicos com participação de representantes da comunidade". O trecho da PR-323, de Warta até a divisão com São Paulo, já é pedagiado.
O documento é assinado por representantes de entidades de classe, por empresários, pelo prefeito Alexandre Kireeff, pelo presidente da Câmara, Rony Alves, pelos deputados estaduais Tercílio Turini e Gilberto Martin e pelo secretário do Meio Ambiente do Estado, Luiz Eduardo Cheida.

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