Bete Fagundes


A prefeitura sonda uma área de 60 mil metros quadrados na Zona Norte para instalar microempresas em regime de condomínio industrial. O projeto já tem o aval político, só falta concluir o estudo de viabilidade econômica, checar as condições do terreno (infra-estrutura) e definir a demanda - áreas total e individual. No Primeiro Mundo costumam levantar um barracão e usar em grupo todos os serviços, da cozinha à administração.PRATAS DA CASA
Londrina em alta: o Estúdio Raf e a Engenho Publicidade estão no ranking das agências que mais faturam no País. A Raf ficou em 7º lugar no Paraná (as outras seis são de Curitiba) e em 123º no Brasil. A Engenho, 8º e 130º. É uma boa posição? Renato Bastos Júnior, da Raf, diz que é. Quem pesquisou foi a revista Meio & Mensagem.HOLLYWOODIANOS
Em menos de dois meses Curitiba vai abrir o primeiro festival center do país. O Estação Plaza Show (eles não querem que ninguém chame de shopping) tem 76 mil metros quadrados para cinemas, boliche, jogos eletrônicos, casa de espetáculos, bares, lojas e restaurantes. Estimativa de público: 25 mil pessoas/dia! Não vai ter espaço só para adultos, não. A criançada também vai se divertir.SONHOS EUROPEUS
É impressionante a empolgação do vice-prefeito de Londrina, Alex Canziani, e do presidente da Associação Comercial, Abílio Medeiros. Eles ligaram ontem de Módena (Itália) para dizer que estão sendo muito bem recebidos, que o Brasil deu a volta por cima e hoje é respeitadíssimo lá fora, que eles estão fazendo contatos mil e que já têm projetos para a cidade.
O artesanato alimentar que Remo Veronezi (presidente do Programa Paraná-Europa, com escritório na cidade) defende há anos, como modelo de produção a ser importado da Itália, pelo jeito deixou Alex de boca aberta. Diz ele que a coisa não tem nada a ver com a simples confecção de massas ou embutidos, por exemplo. Se fazem queijo, fazem com toda tecnologia, e arte, agregando valores (lira) ao produto. ‘‘Podemos ter isso na zona rural, criando uma marca’’ - falou, anunciando a vinda de um especialista italiano no final do mês. Os londrinenses terão 15 dias para aprender com ele as técnicas de produção.TAPETE VERMELHO
Abílio ligou para dizer que está impressionado com a ‘‘mudança radical’’ dos empresários, especialmente os franceses e italianos. ‘‘Eu, que já estive em comitiva na Europa em 93 e 95, quando não tínhamos a força do Real, hoje percebo um novo tratamento’’. Eles sabem - analisa Abílio - que o Brasil está em melhores condições que os outros países emergentes. Se recebem bem, é por interesse, claro.
O presidente da Acil revelou uma certeza: vai incentivar a formação de comitivas que tenham interesses comuns (grupos do setor metal-mecânico, por exemplo) e que queiram ‘‘crescer’’, visitando outros países, conhecendo alternativas de produção, de negócios. O melhor lugar seria a Itália, onde é forte a atuação do programa Paraná-Europa e onde há possibilidade imediata de transferência de recursos, tecnologias e know-how.QUEM AVISA ...
Abílio manda um recado para aquele imobiliarista que na última coluna, sabendo que Lerner (governador), Belinati (prefeito), Alex, Rubens Pavan (superintendente da Sercomtel), Abílio e outros estavam em viagem de negócios, ironizou: ‘‘E assim caminha a humanidade’’. O recado é mais ou menos assim: quem não conhece um palmo além da porteira, logo, logo terá um francês produzindo na porta da propriedade e não terá nenhuma condição de vida; vai dançar. Abílio acessou a coluna na Internet.
SELO DE GARANTIA

Depois de checar as suas fontes, especialmente a Receita Federal, o deputado Luiz Carlos Hauly liga de Brasília. Ele não acredita que o porto seco de Londrina vai melar. ‘‘O compromisso que firmamos (ele, no caso) com a Receita no ano passado está de p钒. Ou seja, a ordem é para contestar a ação popular que interrompeu o processo de licitação para abertura da Eadi (Estação Aduaneira de Interior) em Londrina, alegando, principalmente, que a obra quebraria o porto de Maringá. E que a região não comporta dois terminais.TAREFA CUMPRIDA
Encerrada a primeira etapa do projeto de internacionalização do aeroporto de Londrina, com a inauguração, ontem, do estacionamento. A segunda etapa (licitação para ampliar o terminal de passageiros) deverá ser concluída até o final do ano. A terceira (ampliação da pista de pouso/decolagem, parceria Infraero/município), espera-se, será acertada em 98.POUSO FORÇADO
Veja só: quando um Boeing 747 (o Jumbo) aterrissa em São Paulo, ele paga US$ 3.200. É o custo médio para manutenção da máquina e uso de todo tipo de serviço no aeroporto - vistoria de bagagem, por exemplo. Essa tarifa da Infraero, diga-se de passagem, está bem abaixo da média internacional. O mesmo Jumbo paga US$ 4.700 para aterrissar em Frankfurt, na Alemanha.

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