Mais e mais empresas de diferentes setores estão descobrindo a troca eletrônica de informações, o EDI. Já são 20 mil os usuários de padrões setoriais e internacionais no Brasil, como o padrão Eancom, que dá sinais de crescimento em alta escala.
Para se ter idéia, no final de 93 havia apenas um usuário no país, a Petrobrás. Já de 94 a 96 o número de empresas de grande porte que passaram a usar a linguagem subiu 325 vezes. Em 94 eram 30 empresas; no final de 95, 450; em 96, algo superior a mil usuários.
Hélio Camargo Mendes, consultor em EDI da Ean Brasil (Associação Brasileira de Automação Comercial), explica que ‘‘além de viabilizar o reabastecimento just-in-time entre empresas, essa tecnologia contribui muito para a melhoria da qualidade na atuação de profissionais de compra e venda, estreitando o laço de parceria entre cliente e fornecedor, e dando novas dimensões às negociações comerciais’’.
Setores que mais utilizam o EDI: bancário (43%), mercantil (26%), automotivo (7%), transporte (5%), seguros (4%), governo (2%) e outros (13%).
Estudos da Ean Brasil mostram que os investimentos em automação comercial vêm crescendo significativamente no país. A entidade é responsável pela promoção e implantação da numeração do código de barras no Brasil. Filia em média 700 empresas por mês.
Mendes fala que os 20.500 associados até 96 devem saltar para 27 mil em 97. É a previsão. Se acontecer, será um crescimento de 6.633% nos últimos oito anos. E por que oito anos?
Oito anos atrás, o código de barras que existe há mais de 25 anos nos Estados Unidos e na Europa era visto no Brasil somente em duas lojas. O sistema foi ganhando adeptos aos poucos. Em 96 eram 2.165 usuários. Se tudo continuar no mesmo ritmo, até o final do ano serão 4 mil. O dobro.
O número de produtos marcados com código de barras também cresce rapidamente. Na verdade, explodiu, de 3.200 para 250 mil no período 89/96. E tudo indica que chegará a 330 mil produtos codificados em 97.
De tudo isso, o mais importante mesmo é que o processo de automação não se restringe mais aos grandes grupos varejistas. Ou atacadistas. O consumidor agradece quando vai à farmácia ou padaria, ao açougue, à banca de jornais. Já é uma tecnologia comum.



O Brasil será um dos 11 primeiros países a fazer ligações telefônicas nacionais e internacionais via Internet. A tecnologia foi apresentada agora em Genebra, sede da ITU - União Internacional das Telecomunicações.
A possibilidade de usar a Internet para ligações telefônicas, através de um telefone comum, era uma ansiedade do mercado, mas não se esperava que isso pudesse acontecer tão cedo. A USA Global Link está investindo US$ 500 milhões neste sistema que transmitirá voz, dados, fax e videoconferência via Internet.
O projeto é o seguinte: lançamento comercial até dezembro, instalação de 1,1 mil equipamentos em 11 países e queda de preços - na Alemanha, por exemplo, o valor das chamadas locais deve cair até 60%. O das internacionais, 80%. Ninguém precisa ser usuário da Internet para utilizar o serviço. É um sistema que funciona de telefone para telefone.CLUBE DOS 15
O número de filiados à Associação Paranaense de Franchising estacionou em 15. Os 15 de Londrina. É tão pouco que o presidente Milton Ademir Pavan resolveu buscar em Curitiba os franqueados que faltam para dar maior sustentação à entidade. O problema é que desde a criação, seis meses atrás, a paranaense esbarra na brasileira. Primeiro porque ainda não foi reconhecida oficialmente pela outra. Segundo: a maioria das franquias é associada à brasileira. Mas isso tudo não tira o entusiasmo de Pavan. Os 15 de hoje trabalham com informática, alimentos, escolas de música e de inglês, por exemplo.DIFERENCIAL
A implantação de um sistema de Qualidade é a maior preocupação dos empresários da Grande Curitiba. Pesquisa da DBM - Marketing Direto, para a consultoria Prodeg, diz que 10% das 540 empresas entrevistadas querem desenvolver a curto prazo um programa do gênero. Só 10% ?! A diferença (literalmente) é que quase metade das empresas consultadas já tem o certificado ISO 9000 na parede.NOVOS PARCEIROS
Veio da França a notícia de que a Renault Credit International e a Renault Comercial do Brasil fecharam um contrato de associação com o Banco Real. Querem vender carros da marca através de crédito e leasing, como também assegurar a reposição da frota no país. Dois dias depois do anúncio a assessoria do banco ainda não tinha informações para a imprensa.CINEMAS E INDÚSTRIA
O alto comando de Londrina se agita hoje com o lançamento oficial do projeto Multiplex, que é a instalação de dez cinemas conjugados, no piso superior do futuro Londrina AutoShopping. São ‘‘supercinemas’’ como os que existem só em São Paulo, Salvador e Recife. Empreendimentos da United Cinemas International - UCI, braço dos estúdios norte-americanos Universal Company e Paramount Pictures. Esse projeto brasileiro custa US$ 280 milhões. O anúncio será às 14 horas, na Codel.
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Hoje também tem assinatura do protocolo de intenções para que seja instalada em Londrina uma unidade da Dixie Toga S/A. O governador Jaime Lerner faz questão de comparecer, até mesmo porque o projeto conta com o apoio do Estado. A unidade, que vai atuar basicamente na produção de embalagens plásticas, promete 300 empregos diretos. Já no início e no pico das obras serão contratados de 400 a 600 pessoas - só quatro virão de fora. Assinatura do protocolo às 17 horas, na prefeitura.

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