De 14 a 18 de julho será publicado o aviso do edital de licitação para que Londrina tenha, enfim, a sua Estação Aduaneira de Interior - Eadi, ou Porto Seco. A previsão é da superintendente-adjunta da 9ª Região da Receita Federal, Luzita Bischof dos Santos. Um grupo da cidade, do setor de armazenagem, já tem uma proposta de exploração dos serviços.
O Porto Seco é projeto antigo de Londrina que parece ter se enroscado em questões políticas desde que o governo federal autorizou a implantação. Agora está mais próximo de ser realizado, talvez porque descobriram que na atual fase de Londrina, de execução de um plano de desenvolvimento econômico-social, não se pode mais pensar em segurar a implantação disso ou daquilo para tirar, mais tarde, algum proveito político.
O estudo de viabilidade da aduana de Londrina foi concluído - dando garantia de retorno do investimento - e a minuta do edital encaminhada ao Tribunal de Contas da União e à Procuradoria da Fazenda Nacional, como prevê a legislação. É o que informa a superintendente-adjunta.
Com a publicação do aviso do edital, a iniciativa privada pode e deve começar a enviar propostas para análise. Uma comissão de licitação formada por funcionários da Receita Federal decidirá e anunciará o vencedor, provavelmente em agosto. Assina-se o contrato com a RF e abre-se o serviço.
O consultor Marcos Antônio Valêncio, que participou do processo de criação do Porto Seco de Maringá, em 1989, acredita que haverá inúmeras propostas em Londrina. De gente da cidade e de gente de fora. Valêncio explica que, naquela época, os candidatos eram obrigados a garantir uma estrutura mínima para a realização dos serviços e a cada metro a mais de obra recebiam uma pontuação. Hoje não existe mais pontuação. O que conta é a tarifa. Quem cobrar menos, fica com a estação aduaneira.
Sem querer entrar em detalhes, o consultor fala que o grupo de Londrina pode muito bem fazer isso, ou seja, cravar o menor preço na proposta de exploração dos serviços - ‘‘porque eles já têm a estrutura pronta; é um grupo forte, bem organizado’’ - comenta Valêncio. Boa notícia. Um empresário que oferece o mesmo serviço em Santos acha que tem grandes chances de abrir o filão em Londrina.
Para atuar na área exige-se competência, também. É uma prestação de serviços como qualquer outra, ou até um pouco mais especializada, já que trata da movimentação de cargas, da armazenagem de produtos de terceiros, produtos importados. A fiscalização fica por conta da Receita Federal.



INTERROGAÇÃO
Não custa perguntar: em que fase estão os outros grandes projetos de Londrina? O banco do povo, o fundo de investimento imobiliário (para montar a Cidade Industrial), o contorno norte, a flexibilização do horário comercial, a entrada da Sercomtel no mercado de capitais, o centro de negócios, o centro de eventos...SOBRE OS IMPACTOS
Amanhã tem palestra na universidade com o economista Antonio de Barros, professor da Federal do Rio, doutor em Política Econômica, ex-presidente do BNDES. Vai falar da abertura da economia brasileira e seus impactos regionais. Barros vem a convite da UEL e Ipardes - Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Palestra às 19h30.
Isso é que é tendência: a maior companhia aérea do mundo não terá mais espaço para fumante em seus 2.200 vôos diários nos cinco continentes. A United Airlines diz que está respondendo a solicitações de clientes e funcionários (acionistas) e respeitando o resultado de uma pesquisa, junto aos seus passageiros no mundo, que aponta a preferência esmagadora por vôos não fumantes.SHOW DE ESTRELAS
Xuxa vira estrela da Estrela no Mercosul. Segunda-feira ela estará na Argentina, na embaixada brasileira, abrindo novas operações da Estrela na região. A ponta de lança do projeto de ampliação das vendas da indústria será a boneca da Xuxa, capitalizando, claro, a popularidade da apresentadora na Argentina. A Estrela também vai reforçar por lá a presença de toda a sua linha de bonecas, jogos e brinquedos.NÃO TEM MARACUTAIA
Respondendo a um leitor: já foi o tempo em que concurso público era marmelada. Existem no Brasil diversas empresas conceituadíssimas, com departamentos especializados na realização de provas. A consultora para a área de concursos públicos, Cristina Chenço, garante que muita coisa mudou de uns anos para cá. Ela cita a Esaf (Escola Superior de Administração Fazendária, em Brasília), o Cespe/UnB (Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília), a Fundação Carlos Chagas, a Fundação Getúlio Vargas.
Ela diz que os departamentos dessas instituições utilizam tecnologia superatualizada para o processamento de inscrições e correção de gabaritos. Dominam, enfim, todo o processo seletivo, do treinamento de recursos humanos (fiscais, coordenadores, segurança) à parceria com grandes estabelecimentos de ensino no Brasil para a aplicação das provas.

mockup