Londrina voltou a discutir um horário comercial flexível. Isso é bom. Mas é conversa antiga. Não se sabe quantos presidentes da Acil (Associação Comercial e Industrial) tentaram esticar o atendimento das lojas. A cidade está precisando atrair mais, crescer, ser ousada como antes. A questão é: sempre que tenta ser, ousada, liberal, é barrada por uma ou outra coisa.
Se o comércio tradicional de Londrina ainda não se resolveu, imagina o que acontece com os empresários da noite. Londrina não sabe faturar 24 horas/dia. Mas por incrível que pareça, São Paulo está descobrindo agora que dos ‘‘milhões’’ de visitantes, ‘‘mil’’ não encontram indicações (nem em placas) do que poderiam fazer na cidade e vão embora.
O comércio noturno, a vida noturna de Londrina é um problema. As pessoas que empregam na noite, ‘‘patinam’’ na noite. O vizinho está falando mais alto que o empresário. Há casos em que nada incomoda, mas o fato desse bar - ou restaurante com música ao vivo - continuar aberto até as tantas com uma boa clientela, cria polêmica e abre brechas na lei do silêncio. ‘‘Se ele faz isso, mantém a casa aberta a qualquer hora, com música, por que eu não posso fazer o mesmo?’’ - perguntam os concorrentes do velho Valentino.
A lei do silêncio em Londrina é a lei dos vizinhos. Exigem alvará especial, abertura até as 23 horas e nunca nenhum barulho. E tem o seguinte: por mais que o empresário faça, tirando o alvará, abrindo o espaço em área comercial, ‘‘tapando’’ o som e trabalhando até com a anuência de vizinhos - ele enfrenta problemas.
Descobriram que Londrina dificulta muito. A melhor casa noturna da cidade, hoje cartão de visita, fica ‘‘lᒒ por perto da Leste-Oeste (via rapidíssima) e tropeça nos fiscais. Mesmo com o seu supersistema de isolamento acústico. O proprietário de um outro bar recém-inaugurado diz que a noite é boa para trabalhar, mas não dão chance: ‘‘Todos são favoráveis aos vizinhos. Se eles ligam, reclamando do som, eles ganham; eu não posso fazer nada’’ - comenta Valdecir Braz Monteiro.
Os impostos são altíssimos - fala o pessoal da noite -, muita gente precisa trabalhar mais para faturar mais, e encontra resistência. Um dos poucos velhos bares emprega sete pessoas por R$ 2,5 mil e não trabalha em paz. Os músicos não conseguem espaço na cidade e quem está por aí também não acha fácil um lugar para ficar. Bem, assim como os empresários do dia, os da noite começam a discutir a flexibilização do horário de funcionamento. Já existe um projeto em discussão na Câmara para estender a noite até a 1 hora. Melhor que nada.



CAPPELLETTI
Resolveram engatar a parte operacional do Programa Paraná-Europa. Hoje, às 10 horas, o Crystal Palace Hotel será palco para grandes acertos entre empresários italianos e londrinenses. Entidades afins também vão assinar vários protocolos de intenção. AMA (Autarquia do Meio Ambiente), Sercomtel, Sociedade Rural, Acil (Associação Comercial e Industrial), Sivepar (sindicato do vestuário), universidade - todos terão um compromisso a assumir para desenvolver inúmeros projetos na cidade. Os mais importantes: formação de um pólo têxtil e de um pólo biomédico, criação de um parque tecnológico e de um centro de exposição internacional, investimentos em coleta/reciclagem de lixo e maior intercâmbio.
-Entre outros convidados ilustres está o presidente da federação das (430 mil) indústrias da região Emilia Romagna, Alberto Mantovani.CIDADE EM DEBATE
As reportagens da Folha apresentando o Programa Paraná-Europa e o Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina (PDI) inspiraram a realização de um debate seguido de campanha na UEL, focando principalmente a Cidade Industrial - projeto da prefeitura para oferecer ao empresariado mais de 400 alqueires, em sistema de condomínio industrial.
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Na Redação, ontem, os universitários Murilo Scarchetti e Flavia Dal Ri, do 2º ano de Relações Públicas, explicaram a proposta da turma (são 20 alunos) e convidaram a Folha para debater com o vice-prefeito Alex Canziani, presidente da Codel - Companhia de Desenvolvimento de Londrina. A Folha aceitou, claro.
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O que eles querem é divulgar na universidade o grande projeto de desenvolvimento industrial do município, apontando em folders e cartazes as vantagens e as desvantagens do processo. As informações serão espalhadas no campus até mesmo via mural.
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Debate para estudantes, professores e qualquer interessado. Dia 25, a partir das 20h30.TRANSAÇÕES MIL
O número de fusões, aquisições e joint ventures cresceu 61% no primeiro trimestre de 97. Isso em relação ao movimento do ano anterior. Foram 105 transações ao todo. Pesquisa da KPMG, empresa que desde 92 analisa essa evolução no Brasil. ‘‘Tudo indica que o ano de 97 vai superar o de 96 em transações, e o setor financeiro deverá liderar o ranking’’, observa José Luiz Saicali, da KPMG. O setor financeiro já é o primeiro, com 16 transações. Empresas de seguros ficaram em segundo: 11 transações.PAVILHÃO AZUL
Tem empresa saindo de Londrina para participar mais uma vez em São Paulo da Hospitalar 97. Será a 4ª feira internacional de produtos, equipamentos e serviços para hospitais e estabelecimentos de saúde. Estarão por lá, no Expo Center Norte, empresas de tecnologia, de nutrição, os laboratórios e as farmácias, arquitetura, mobiliário. Todos os setores, enfim, que negociam com a saúde. Até mesmo hotelaria. A londrinense Indrel estará no Pavilhão Azul. É indústria de refrigeração. Feira de 17 a 20 de junho.

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