Atuando como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), a Casa do Empreendedor, em Londrina, tem por principal objetivo auxiliar na geração de emprego e renda. Através do microcrédito, a intenção é ajudar a manter micro e pequenos empreendedores nos seus ramos de atividade, mesmo que a sua função seja exercida informalmente. O único requisito para obter um empréstimo é a necessidade de comprovar a sua atuação.
A Casa do Empreendedor foi criada em 1997 por iniciativa da Prefeitura Municipal e, em 2001, passou a Oscip. No seu conselho há membros indicados pela Prefeitura, Codel, Conselho Municipal do Trabalho, Associação Recreativa Atlética Sercomtel (Aratel), Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Comercial e Industrial de Londrina, Associação das Mulheres de Negócios, Sociedade Rural do Paraná, Sindicato dos Contadores de Londrina e Associação de Desenvolvimento da Indústria Informal de Londrina.
A entidade foi criada com capital de R$ 1 milhão. Hoje, a sua carteira é composta por 1.250 clientes e R$ 3.650 milhões. As disponíveis apenas para capital produtivo, excluindo o crédito pessoal. Para capital de giro, por exemplo, a entidade empresta no máximo R$ 5 mil, que devem ser pagos em até oito prestações. Já para investimentos, o valor pode chegar a R$ 10 mil, que podem ser quitados em até 15 meses. Os juros cobrados estão na casa dos 27% ao ano.
No entanto, a vantagem é que a entidade não cobra mais nenhuma outra taxa ou imposto. A Contribuição Provisória Sobre Movimentações Financeiras (CPMF), por exemplo, é bancada pela Casa do Empreendedor. No entanto, para ter o empréstimo aprovado é preciso não ser cadastrado em órgãos de restrição ao crédito como a Serasa ou o SCPC. Essa exigência da Casa do Empreendedor respeita determinação do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), que impõe limites para a inadimplência, que não podem ser superior a 6% para créditos vencidos por mais de 30 dias.
No ano da abertura da entidade essa taxa ficou em cerca de 3,9%; depois, esse índice girou em 3,5% e, este ano, saltou para 4%. ''Esse ano foi difícil para todo o sistema financeiro. Por isso, temos feito monitoramento em toda a carteira e propondo renegociações para casos em que as prestações ainda estão fora da capacidade de pagamento do empreendedor'', comenta Rubens Bento, gerente administrativo-financeiro da Casa do Empreendedor. Para o próximo ano, a entidade está programando uma expansão de suas atividades. A intenção agora é ampliar o atendimento para os municípios que fazem parte da Região Metropolitana de Londrina.

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