Benefícios não chegarão a todos do polo moveleiro
Curitiba - O setor de móveis, beneficiado com a desoneração da folha de pagamento, não ficou totalmente satisfeito com o plano anunciado pelo governo federal. O presidente do Sindicato das Indústrias de Móveis de Arapongas (Sima), Nelson Poliseli, disse que as medidas vão beneficiar, principalmente, as indústrias de estofados que exigem muita mão de obra.
Já as indústrias que produzem móveis como guarda-roupa, rack, cozinha e estante e utilizam muito maquinário, não serão beneficiadas e até terão a carga tributária aumentada. Hoje, o polo moveleiro de Arapongas conta com 157 empresas que empregam 12 mil funcionários.
O proprietário da marca de moda Sexxes de Curitiba, Junior Gabardo, disse que as empresas nacionais não estão conseguindo competir com os importados. Ele acredita também que as empresas informais do setor de confecção agora vão formalizar a atividade ou sairão do setor porque quem já está regularizado terá os mesmos custos de quem opera na informalidade.
Ele prevê uma redução de 40% no custo da folha de pagamento. ''O plano do governo vai ser ótimo até porque há muitas empresas pequenas no setor'', afirmou. (A.B.)





