Curitiba - A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é uma tendência do mercado. A afirmação é do professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e integrante do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR), Carlos Magno Bittencourt. Com isso, as empresas têm a possibilidade de trabalhar com uma renda variável sem que seja incorporada ao salário.
''A economia aquecida leva os trabalhadores a pedirem valores mais altos'', destacou. Ele também lembrou que o funcionário qualificado tem um poder de pressão maior. E acaba sendo uma forma de os empregados atingirem uma renda mais alta. Para Bittencourt, seria bom se esta remuneração fosse incorporada aos salários.
Ezequiel Soares, 32 anos, é supervisor de produção da montadora Renault, localizada em São José dos Pinhais. Ele é formado em Engenharia de Produção e entrou na empresa há três anos. Antes, trabalhou durante nove anos na Bosch, onde já recebia PLR.
Soares fez um financiamento para comprar a casa própria, deu 20% de entrada e financiou o restante em 15 anos. Graças à PLR, a uma poupança e ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), conseguiu quitar o imóvel em cinco anos. ''A PLR pesa muito na hora de tomar a decisão de permanecer em um emprego'', disse. E essa remuneração também foi levada em conta quando ele procurou a Renault para se candidatar a uma vaga de emprego. Agora, com a PLR de 2011 o plano dele é utilizar o dinheiro para trocar de moto. (A.B.)

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