A cidade de Ângulo, no Noroeste do Estado, também só pode contar com o Sicredi. O Banco do Brasil mantém um posto na comunidade de menos de 3 mil habitantes, mas ele só funciona duas vezes por semana.
O professor e agricultor Antônio Valdecir Maróstica é um dos 609 associados da cooperativa. "Tenho conta há mais de 15 anos. Além da praticidade, o atendimento é mais pessoal", afirma ele. O banco mais próximo onde ele mantém conta é o Banco do Brasil de Astorga, a 30 quilômetros.
A agência de Ângulo tem R$ 2,3 milhões em depósito e dispõe de R$ 5 milhões em crédito rural e comercial. "Temos uma função social importante aqui no município, não só como única opção bancária, mas apoiando os eventos da comunidade", diz o gerente Ronaldo Diniz Vanzo.
De acordo com ele, não é o fato de não ter concorrência local a maior força só Sicredi na cidade. "Como cooperativa, temos como ofertar taxas muito melhores para todo tipo de financiamento", alega.
O cooperativismo de crédito também é a única opção para os moradores de Munhoz de Melo, cidade da mesma região, com cerca de 3,6 mil habitantes. "É bem perto de casa. Outro banco mais próximo é só em Astorga ou Santa Fé, uns 20 quilômetros de distância", diz a produtora rural associada, Magali Tinoco.
Na agência de Munhoz de Melo, os 910 associados mantêm R$ 2,8 milhões em depósitos. "Atendemos 400 aposentados, nem todos são associados. Muitos só passam o cartão da Previdência uma vez por mê para receber o seu dinheiro", conta a gerente Lígia Cristina Seiscentos. (N.B.)

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