Engana-se quem tem o falso conceito de que o pastel como alimento é considerado ''porcaria''. Na verdade não é, desde que adequadamente preparado e acompanhado de um prato de salada ou um copo de suco natural.
Esses alimentos fazem parte da realidade do dia-a-dia e muitas vezes constituem parte do cardápio do brasileiro, até porque são baratos, de rápido consumo e saborosos. A massa de pastel é constituída basicamente por carboidratos, contendo cerca de 85 calorias um pastel de 32 gramas. Em geral, é no recheio que se encontra a maior parte das calorias, principalmente quando é muito gorduroso, com carne moída ou camarão.
A nutricionista Valéria Mortara alerta sobre o uso do óleo utilizado na fritura. A utilização do óleo em várias frituras pode emitir uma substância tóxica chamada de acroleína, que é cancerígena. Segundo Valéria, se o pastel for frito num óleo fresco, ele vai ter menos gordura saturada do que uma empada ou um enroladão, que são assados. ''Um pastel não pode ser considerado uma refeição porque não é completo, mas um pastelzinho de vez em quando não faz mal se for bem preparado, num óleo fresco e desde que a pessoa não esteja de regime'', explica Valéria, acrescentando ainda que um pastel de queijo, por exemplo, que tem 120 calorias, acompanhado por um prato de salada ou um copo de suco natural, vai propiciar um pouco de cada proteína necessárias ao indivíduo. Ela alerta, porém, que esse tipo de alimento não deve ser uma regra.
Lucro 100% Um quilo de farinha e um quilo de carne rendem 20 pastéis. Na massa ainda vai sal, óleo e ajinomoto tempero da cozinha japonesa para dar um sabor diferente. Adriano e Anderson Picinini não contabilizaram quanto usam de sal, óleo e ajinomoto para cada quilo de farinha, mas afirmam que o custo de um pastel, já com o recheio, sai para eles por R$ 0,60. Na feira, eles vendem por R$ 1,20 rendendo 100% de lucro. Nesse valor, já está incluído os 30 litros de óleo para fritura. (V.B.)

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