Bela Vista destina antigos barracões para indústrias
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de maio de 2002
Da Redação 
Bela Vista do Paraíso - Enquanto armazéns do extinto Instituto Brasileiro do Café (IBC) permanecem abandonados em diversas cidades do Paraná, Bela Vista do Paraíso (40 km ao norte de Londrina) utiliza os barracões para abrigar indústrias. O município também está conseguindo atrair novas empresas destinando as instalações da antiga rede de armazéns Agef, um imóvel que era usado como depósito de algodão de uma cooperativa e outros espaços que se encontravam fechados e ociosos.
Desde o início do ano passado, a prefeitura contabiliza a ocupação de aproximadamente 16 mil metros quadrados de imóveis antes abandonados, com a abertura de indústrias em Bela Vista e capacidade para 500 novos empregos. Aos poucos o município vai conseguindo criar novas alternativas econômicas para não ficar dependendo exclusivamente da produção agrícola, ainda a principal atividade.
Bela Vista do Paraíso tinha o perfil de praticamente a maioria das cidades da região. Grandes lavouras de café ocupavam 65% do território de 10 mil alqueires do município. Fazendas que ainda hoje fazem divisa com a área urbana de Bela Vista empregavam centenas de famílias, que moravam em colônias nas propriedades e trabalhavam na cafeicultura. O município contava com 32 mil habitantes, a maioria na zona rural. O distrito de Santa Margarida tinha até agência bancária e cinema. A geada de 1975, que praticamente dizimou todo o parque cafeeiro paranaense, deixou um grande prejuízo para a cidade. Hoje a população é de cerca de 17 mil habitantes, com mais de 80% vivendo na zona urbana.
A chegada de novas indústrias começa a dar um novo ânimo para Bela Vista, que tem 54 anos. O prefeito Antonio Roberto Pereira Pimenta (PSDB) calcula que com a média salarial de R$ 300,00, os 500 novos empregos que podem ser criados pelas empresas que se instalaram no município representem uma renda de R$ 150 mil mensais. Dinheiro que passa a girar e movimentar o comércio da cidade.
Pimenta diz que a ocupação dos barracões abandonados do IBC, Agef e da extinta Cooperativa de Alvorada do Sul (Camas) exigiu investimento de aproximadamente R$ 500 mil da prefeitura, para reformar e readequar os espaços antes de repassá-los às empresas. Os armazéns da Agef, com 2.180 metros quadrados, foram adquiridos em abril do ano passado pela prefeitura por R$ 160 mil. Dos barracões do IBC, com cerca de 9,5 mil metros quadrados, foi necessário remover mais de três mil toneladas de resíduos de produtos agrícolas que apodreciam no local.


