Bebidas puxam vendas nos supermercados
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Rodrigo Petry<br> Agência Estado 
São Paulo - As bebidas alcoólicas e não alcoólicas puxaram o crescimento do volume das vendas nos supermercados nos dois primeiros meses do ano. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, ''O acirramento da concorrência, que vem segurando os preços das bebidas no varejo, e a inserção de novos consumidores devem manter este mercado bem aquecido'', disse Honda.
Levantamento da Nielsen, feito a pedido da Abras, aponta que o volume das vendas nos supermercados de todas as categorias de produtos cresceu 7,7% entre janeiro e fevereiro sobre o mesmo período do ano passado, quando houve queda de 0,4% sobre igual período de 2008. Já as vendas de bebidas alcoólicas no período cresceram 16,1%, enquanto que as não alcoólicas avançaram 12,7%. A participação das duas categorias de bebidas sobre o volume geral vendido nos supermercados foi de 26,3% nos dois primeiros meses do ano.
Influenciada pelo verão, as vendas em unidades de cervejas no País cresceram 20,4% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. Entre as bebidas não alcoólicas, o volume das vendas no bimestre de refrigerantes aumentou 14,6%, sendo que outros líquidos também tiveram boa performance, como chá líquido (27,9%), bebidas à base de soja (17,9%) e produtos isotônicos (15,1%).
Um fator que explica o avanço da categoria nas vendas nos supermercados são os preços. Conforme o levantamento da Nielsen, os preços das cervejas subiram 0,4% no varejo nos dois primeiros meses do ano sobre igual período do ano passado, ao passo que dos refrigerantes aumentaram 2,7%. Além das bebidas, a Abras destaca o crescimento do volume das vendas de produtos perecíveis, que avançaram 9,3% nos dois primeiros meses do ano. Esse crescimento foi puxado pelas categorias de leite fermentado (22,9%), pizza refrigerada (17,9%) e queijo (16,7%).
As vendas de carnes, que apresentaram uma queda de 5% entre janeiro e fevereiro de 2009, reverteram o desempenho no primeiro bimestre deste ano e passaram a crescer 6,7%. Segundo Honda, o desempenho das vendas nos supermercados no primeiro bimestre é reflexo do crescimento da massa de rendimentos, puxado pelo aumento do emprego com carteira assinada, sobretudo de regiões com forte dependência da produção industrial e da exportação de commodities.
O executivo pondera que a forte demanda por produtos nos supermercados, que está elevando o volume das vendas, vem gerando algumas pressões pontuais de alta nos preços.


