Bebidas puxam para cima os gastos no Carnaval
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2013
Andréa Bertoldi<BR>Reportagem Local 
Curitiba - Os produtos mais vendidos no Carnaval, que vão da cerveja até o protetor solar, estão, em média, 7,46% mais caros neste ano. Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apurou que as bebidas puxaram para cima os gastos com a folia. A ''inflação do Carnaval'' ficou, inclusive, acima do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) que, no período de fevereiro de 2012 e janeiro de 2013 foi de 5,95%.
Isso significa que seja qual for a bebida escolhida, o folião terá que pagar mais, já que todas subiram além da inflação. A cerveja e o chope ficaram 12,99% mais caros, o refrigerante e a água 8,67% e até o cafezinho subiu 12,13%.
O levantamento do Ibre levou em conta nove produtos pesquisados em sete cidades das regiões Sudeste, Nordeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil. Além das bebidas, também subiram doces e salgados (10,98%), sorvetes fora de casa (9,27%), preservativo (5,01%), protetor solar (1,18%), hotel (7,12%) e tarifa de táxi (3,52%). O economista do Ibre e responsável pelo levantamento, André Braz, disse que os aumentos que o consumidor vai perceber podem ser ainda maiores no momento da festa, dependendo da demanda que o comércio tiver na hora. Segundo ele, as bebidas subiram mais que o restante dos itens porque houve aumento na tributação destes produtos.
Além disso, com o mercado de trabalho aquecido e o aumento da renda, as pessoas começam a consumir mais supérfluos, o que faz o preço de alguns produtos ficar mais caro.
Ele alertou que, mesmo os foliões que pretendem levar a cerveja de casa, também não vão conseguir economizar muito. Embora este produto seja mais barato nos mercados que nos bares, a cerveja comprada nos supermercados também está 15,20% mais cara que no carnaval de 2012.
Segundo Braz, para economizar o ideal é fazer as principais refeições em casa, abusar do lazer ao ar livre (como blocos de carnaval e praias) e, sempre que possível, comprar previamente os ingressos dos bailes. Para quem vai ficar em hotel, o ideal é que o turista tenha reservado dinheiro antes para os gastos no local da viagem e que tenha pago o pacote turístico antes de embarcar para evitar dívidas futuras que possam comprometer o orçamento.
Para o Carnaval de 2014, ele recomenda que as pessoas programem o passeio com antecedência para poder economizar cerca de 20% a 30% com passagens e hotel.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sandro Silva disse que alguns dos produtos pesquisados pelo Ibre vêm pressionando a inflação desde 2012. ''No Carnaval os preços de alimentos e hotéis tendem a aumentar mais'', afirmou.
Ele também recomenda aos turistas que façam mais refeições em casa para quem vai ficar em residência de praia ou imóvel alugado. Outra dica é levar alguns itens de alimentação da cidade de origem do folião. Silva alerta que o planejamento de viagem é essencial. Muitas vezes, as pessoas gastam tudo nos primeiros dias e no final da viagem têm que ''fazer malabarismo'' para encerrar o passeio. O grande problema, segundo ele, é que o consumidor se endivida no Carnaval e traz o gasto para casa nas faturas do cartão de crédito.



