De acordo com o último levantamento realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), no ano passado o consumo per capita da bebida subiu 1,45% em relação a 2010. Ao todo, cada brasileiro consumiu 6,10 quilos em média no ano, o que equivale a 82 litros. Natan Herszkowicz, diretor-executivo da entidade, destaca que a ingestão da bebida no mundo tem crescido de 1,5% a 2% ao ano. Só no Brasil, em 2011 foram consumidos 19,7 milhões de sacas de café, ante 18,9 milhões em relação ao ano anterior.
A antropóloga e escritora Silvia Bonini Regiani é uma dessas pessoas que ajudam a ''engordar'' a estatística. Ela não sai de casa sem tomar um cafezinho e chega a consumir três xícaras por dia. Segundo a antropóloga, sua preferência é pelos cafés de ''grife''. ''O café é mais do que uma bebida, ele favorece a relação entre as pessoas. Com uma garrafa de café você une pessoas de diferentes classes sociais, raça ou cor'', sublinha.
Para o comércio, o momento é positivo já que o mercado de cafés especiais tem ganhado cada vez mais o paladar da população brasileira. Cristina Rodrigues Maulaz, da cafeteria londrinense Armazém Café, afirma que as pessoas estão criando o hábito de consumir cafés finos. Ela revela que o interesse tem partido principalmente do público jovem. ''As pessoas querem conhecer, experimentar novidades'', sublinha. Cristina acrescenta que a tendência do mercado é trabalhar com qualidade, mesmo com os cafés comuns.
Valores
De acordo com Paulo Franzini, gerente do Deral, nos últimos 12 meses o preço do quilo do café ao consumidor subiu em até 40% dependendo da variedade. Hoje, o preço médio nacional é de R$ 13,80. ''Para os cafés especiais, o valor pode chegar a R$ 30 o quilo'', destaca. Uma xícara simples de café espresso é encontrada em média a partir de R$ 2,50. (R.M.)

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