Basiléia - Os países emergentes se transformaram na aposta e, acima de tudo, na esperança dos xerifes da economia mundial para evitar que a desaceleração do crescimento da economia dos Estados Unidos afete toda a economia global. Falando em nome dos principais bancos centrais do mundo, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet, apelou para que os países emergentes incentivem seus mercados domésticos e transformem seus superávits comerciais e fiscais em crescimento interno. Trichet apontou que esses mercados teriam ''recursos preciosos'' e que seriam fundamentais para reequilibrar a economia mundial. Trichet deu a declaração ao final da reunião entre os principais BCs do mundo e que contou com a presença do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na Basiléia (Suíça), na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS). Ontem, o encontro foi marcado pelos novos dados da economia americana, indicando que o período de recessão nos Estados Unidos já é uma realidade entre os xerifes das finanças internacionais.

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