O Banco Central (BC) voltou a vender dólar ontem à tarde para conter a reação da moeda e conseguiu. Pelo quarto dia útil consecutivo, o câmbio comercial fechou em queda, ontem de 0,52%, vendido a R$ 2,30, menor preço desde 11 de maio (R$ 2,2860). Esta foi a quinta intervenção direta deste ano no mercado à vista e a segunda desde quinta-feira passada, quando o BC também anunciou um conjunto de medidas para furar a ‘‘bolha’’ cambial e irrigar o mercado.
A intervenção no início na tarde de ontem ocorreu porque o dólar reverteu a queda da manh㠖 de até 1,25%, a R$ 2,2830 – e subiu até R$ 2,317, alta de 0,22%, por causa de compras por empresas e tesourarias de bancos para hedge (proteção) ou para liquidar compromissos.
Profissionais de mesas de câmbio observaram um volume de vendas estimado em US$ 200 milhões, com destaques na compra de dois grandes bancos estrangeiros.
O mercado cambial também está levando em conta o menor fluxo de ingresso de investimentos externos diretos no País neste ano. Ontem, o BC anunciou que refez as projeções desses investimentos, que agora estão sendo estimados em US$ 20 bilhões, ante US$ 24 bilhões nas projeções.
No mercado à vista, o dólar comercial oscilou 1,49%. Com a queda de 0,52% no fechamento, a moeda acumula perda frente ao real de 3,16% neste mês, e alta de 17,89% em 2001. A Ptax (média das cotações apurada pelo BC) ficou em R$ 2,2997, em baixa de 1,28%.

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