BC volta a autorizar consórcio para viagens internacionais
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2001
Agência Estado De Brasília 
O Banco Central voltou ontem a autorizar a constituição de consórcios para financiar viagens internacionais, três anos depois de tê-los proibido. A medida, segundo a assessoria de imprensa do banco, foi tomada diante da melhoria das contas externas do País e da conjuntura internacional. Em 23 de dezembro de 1997, em razão da crise financeira internacional, o BC acabou com a possibilidade de formação de consórcios para viagens ao exterior, que tinham sido autorizados em setembro daquele ano.
A decisão foi tomada numa reunião anteontem da diretoria do BC e foi divulgada em uma circular com apenas três artigos. Os consórcios para financiamento de viagens internacionais ficam sujeitos às normas do Banco Central. O prazo para constituição dos grupos é de 90 dias.
Desde 93 já existe a possibilidade desse tipo de financiamento para viagens nacionais, que não foram proibidos em 97. A medida do BC ocorre em um momento em que os gastos com viagens internacionais estão aumentando, de acordo com os dados do BC divulgados em dezembro passado. O saldo acumulado entre janeiro e novembro da chamada conta-turismo passou de US$ 1,298 bilhão em 99 para US$ 1,891 bilhão em 2000. Essa conta, que não inclui gastos com passagens, é apurada pelo BC em todas negociações do mercado de câmbio, feitas por agências e locais autorizados para este tipo de negócio, tendo como base a cotação do dólar flutuante.
Os números do ano 2000 ainda são bastante inferiores aos gastos com US$ 4,146 bilhões verificados em 98. Segundo informou em dezembro o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes, se em 99, com a desvalorização cambial, os gastos foram bastante reduzidos, em 2000 eles estão caminhando para um patamar de normalidade. Nos próximos meses, esses gastos ainda tendem a crescer.


