BC volta a atuar e consegue diminuir avanço do câmbio
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quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Agência Estado 
Dólar aumenta 0,84% e renova pico deste ano
A quinta-feira foi marcada por forte pressão compradora sobre o dólar, que levou o BC (Banco Central) a intervir no câmbio para prover liquidez aos negócios e conter distorções. A moeda americana fechou a R$ 4,1541 no mercado à vista, em alta de 0,84%, depois de ter atingido a máxima de R$ 4,2158 (+2,33%). Com o resultado, o dólar renova o pico do ano, ainda com o segundo maior valor nominal desde o Plano Real. Por volta das 13 horas uma forte e rápida escalada das cotações levou inclusive à interrupção dos negócios com o contrato futuro de setembro na B3, que ultrapassou o limite diário de oscilação. Foi quando o Banco Central anunciou a oferta de 30 mil contratos de swap.
Bovespa recua com crise na Argentina e eleições
O agravamento da crise na Argentina, em um dia ruim para os mercados globais, levou à sensação do efeito de contágio para a Bolsa brasileira, que já sofre com a volatilidade pelas incertezas do período eleitoral. Com os investidores operando mais na ponta vendedora, o Ibovespa encerrou a sessão de negócios em baixa de 2,53%, aos 76.404,09 pontos. A oscilação hoje foi entre 76.372 e 78.388 pontos. O giro financeiro chegou a R$ 9,83 bilhões, uma alta em relação aos últimos dois pregões e um indicativo de maior saída das posições. As perdas foram ampliadas quando o Banco Central da Argentina anunciou elevar os juros de 45% para 60%, para reduzir a escalada do dólar sobre o peso.
Somente quatro empresas têm papéis com alta no dia
A queda foi generalizada na sessão de quinta-feira, com ações de apenas quatro empresas fechando em alta (WEG, Fibria, Fleury e CSNA3). Entre as blue chips, que têm maior atrativo para os investidores e em especial aos estrangeiros, o bloco financeiro amargou as maiores perdas, como Bradesco PN recuando 4,27%, Itaú Unibanco PN caindo 3,94%, Banco do Brasil ON cedendo 3,73% e as units do Santander recuando 3,52%. Petrobras fechou com perdas de 2,21% (ON) e de 2,59% (PN) na contramão da alta das cotações do petróleo no mercado internacional. Já Vale ON, após passar a maior parte da sessão no azul, terminou com queda de 1,18%.
Juros sobem mais diante de novas ameaças de Trump
Os juros futuros subiram mais na última hora de negociações, em linha com uma nova rodada de piora no desempenho das moedas de economias emergentes após relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria disposto a colocar em vigor tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações chinesas já na próxima semana. As taxas com vencimento até 2020 fecharam nas máximas do dia. A do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou na máxima de 8,80%, de 8,45% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,59% para 9,95%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 11,57%, de 11,26%, e a do DI para janeiro de 2025 terminou em 12,30%, de 12,01%.


