BC vai retirar R$ 6 bi do mercado para aliviar câmbio
Com o objetivo de reduzir o poder de fogo do mercado na compra de dólares, o Banco Central elevou ontem o compulsório exigido sobre os depósitos a prazo. Num primeiro momento, ou seja, no recolhimento a ser feito pelos bancos no dia 5 próximo, a alíquota do compulsório salta de 20% para 26,5%. Na semana seguinte, no ajuste a ser feito no dia 12, o compulsório será de 30%.
Segundo analistas do mercado, com o novo compulsório deverão ser recolhidos adicionalmente dos bancos entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Depois das intervenções no mercado de câmbio, o aumento do compulsório é mais uma medida decidida pelo presidente-indicado do BC, Armínio Fraga, e por Luís Fernando Figueiredo - escolhido para ser o seu diretor de Política Monetária e também responsável pela condução da política cambial - para conter o aumento do dólar. A decisão, no entanto, foi concretizada pela atual diretoria do BC em reunião realizada ontem.
O BC confirmou que a intenção do compulsório mais alto é diminuir a liquidez da economia. Uma fonte da instituição garantiu, ainda, que o objetivo do Banco Central é conter o ímpeto pela compra do dólar.





