BC vai intervir no Banestado se leilão não sair em 120 dias
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sexta-feira, 04 de agosto de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O secretário da Fazenda e presidente do Conselho de Administração do Banestado, Giovani Gionédis, afirmou ontem que o governo do Estado tem um prazo limite até o dia 30 de novembro para privatizar o Banestado, mas a data do leilão foi agendada para o dia 17 de outubro. Caso não consiga honrar o compromisso, o Banco Central fará uma intervenção automática no banco paranaense para, em seguida, fazer a privatização dentro do Programa Nacional de Desestatização. O receio do governo é que ações de sindicatos, funcionários e federações ligadas aos bancários acabem por atrasar o cronograma.
As datas fixadas pelo Banco Central estão determinadas no acordo feito com o governo do Estado, que aceitou privatizar o banco após 18 meses da assinatura do contrato, em troca do recebimento de R$ 5,1 bilhões para saneá-lo. Gionédis explicou que o Estado já começou a pagar as prestações do empréstimo para o Banco Central. O valor médio é de R$ 35 mensais. Como já extrapolamos o prazo dos 18 meses teremos de pagar por mês uma penalidade de R$ 14 milhões, além dos R$ 35 milhões, disse o secretário.
A preocupação de Gionédis e dos diretores do banco foi colocada ontem durante Audiência Pública para a privatização do Banestado. Esta etapa marcou, oficialmente, a abertura do processo de venda da instituição. O evento lotou o auditório da Secretaria da Fazenda e foi questionado pela Federação dos Bancários e Sindicato. Representantes dos bancários entregaram a Gionédis um requerimento pedindo a anulação da audiência, sob alegação de que ela foi feita fora do prazo. Os sindicalistas disseram que o processo de privatização já tinha ocorrido em julho, com a publicação do edital de pré-qualificação. O pedido não foi considerado.


