BC transfere 2 setores da regional de Curitiba
BC transfere 2 setores
da regional de Curitiba
Carmem Murara
De Curitiba
Os funcionários da delegacia regional do Banco Central poderão ser convocados hoje para uma assembléia que discutirá o encerramento de parte das atividades em Curitiba. Os servidores que trabalham nos setores da fiscalização e procuradoria do banco estão revoltados e muitos não aceitam a transferência para Porto Alegre ou São Paulo, onde vão se concentrar as atividades. O fim dos dois serviços em Curitiba foi determinado pelo presidente do Banco Central, Armínio Fraga Neto, que começa a colocar em prática o enxugamento em nove regionais.
Os 42 funcionários que trabalham na fiscalização ou na procuradoria têm até o próxima segunda-feira para decidir para onde querem ser remanejados. O delegado do Banco Central em Curitiba, Alceu César, esteve ontem em Brasília, para saber os detalhes do fechamento de setores do banco. Vão ser mantidos apenas o Meio Circulante, Câmbio, Área Internacional e o atendimento ao público. Ainda não há definição do que vai ser feito com a futura sede do banco, que ainda está em construção no Centro Cívico e que já consumiu R$ 4 milhões.
A delegacia regional do Banco Central conta hoje com 150 funcionários, que fazem todo o serviço de fiscalização dos demais bancos, cooperativas de crédito, corretoras, financeiras e consórcios. Eles são responsáveis ainda pela distribuição de dinheiro para todo o Estado.
O remanejamento dos funcionários vai poupar por alguns meses a equipe que trabalha dentro do Banestado, fazendo o levantamento dos números do banco. Os fiscais do Banco Central só vão deixar o Banestado quando estiver concluído o processo de saneamento da instituição financeira.
A redução da delegacia regional do Banco Central provoca a reação de empresários no Estado. O presidente da Associação Comercial, Jonel Chede, lamentou ontem a decisão. Curitiba tem uma posição estratégica para o Banco Central no Sul do País, disse.





