BC tenta acalmar mercado
BC tenta acalmar mercado
O presidente do Banco Central, Gustavo Franco, aconselhou ontem as pessoas a olharem o lado real da economia quando o mercado financeiro ficar nervoso. Pensando assim ficaremos todos mais calmos, disse. Como exemplo do lado real, Franco citou os dados sobre o crescimento dos investimentos estrangeiros no Brasil. Para ele, os números são uma demonstração de confiança dos investidores no País, uma vez que são recursos de longo prazo destinados ao setor produtivo.
Franco acha que o nervosismo do mercado financeiro nos últimos dias não deve ser interpretado com preocupação. Esse nervosismo às vezes tem conteúdo real e às vezes não, pois o mercado produz nervosismo a partir de suas próprias ansiedades, afirmou. O presidente do BC não acredita que esteja se desenhando um novo cenário de dificuldades internacionais com repercussões internas.
O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Demósthenes Madureira de Pinho Neto, mandou ontem um recado aos especuladores. Segundo ele, o Brasil tem hoje de US$ 15 a US$ 16 bilhões acima do nível mais do que adequado de reservas internacionais. Ou seja, ante um ataque especulativo, o País dispõe de munição suficiente para garantir a estabilidade da economia. Isso porque, segundo ele, um nível de US$ 58 bilhões (das reservas) seria absolutamente tranquilo. No final de abril, o Brasil tinha US$ 74,6 bilhões em reservas cambiais.
Na avaliação de Pinho, no entanto, as turbulências vividas nos dois últimos dias pelo mercado são mais um nervosismo gerado pela situação externa bastante localizada na Rússia e na Ásia. E, segundo ele, este nervosismo tem que ser visto com serenidade, porque o Brasil tem uma situação absolutamente confortável.





