O Banco Central segurou ontem a alta dos juros no over, o mercado por um dia. ‘‘Deu um sinal claro de que, caso o Congresso aprove as medidas de ajuste, as taxas vão cair , disse André Penalva, do Patrimônio. ‘‘O BC está indicando que os juros chegaram no limite de alta’’, disse Joaquim Paulo Kokudai, do Lloyds. Desde que aumentou o teto dos juros no over para 49,75% ao ano, no dia 10 de setembro, o BC vem atuando no mercado, elevando os juros gradualmente. Ontem, tomou recursos a 42,80% ao ano às 9h22, contra 42,70% anteontem. Logo depois, às 9h50, pegou emprestado por taxas menores, de 42,75% ao ano. O movimento, apesar de sutil, mostra a busca de uma nova trajetória.
Derrubou os juros nos negócios por um dia entre bancos, de 42,34% ao ano anteontem para 41,90%. Analistas prevêem juros de 30% ao ano no final de 98. As expectativas de aprovação rápida dos três destaques da reforma da Previdência continuaram a animar os investidores, que não desviavam atenções do Congresso.
A Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,95%, acumulando alta de 17,08% desde a sexta-feira. O dólar comercial perdeu valor no mercado à vista (0,058%) com a entrada de recursos por parte do Santander e do Citibank. O ABN-Amro, que comprou o Banco Real, trouxe US$ 163 milhões. Até as 19h30, o mercado de dólar comercial registrada saldo negativo de US$ 16 milhões e o de dólar flutuante, um segmento do dólar turismo, de US$ 65 milhões. O fluxo estava negativo em US$ 81 milhões ontem, contra US$ 80 milhões anteontem.

mockup