O reajuste médio estimado para os preços administrados em 2001 foi revisto de 8,5% para 6,1% pelos diretores do Banco Central, de acordo com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Com essa revisão, o impacto direto previsto pelo BC dos preços administrados no IPCA (índice utilizado pelo BC, no programa de metas de inflação) será de 1,39 ponto porcentual.
A revisão foi motivada por três fatores, além do preço da gasolina. O primeiro deles, segundo os diretores do BC, é a adoção, pelo IBGE, da metodologia usual para o cálculo do item ‘‘empregado doméstico’’ a partir de abril. ‘‘Isso deve reduzir a variação desse item de 19,2% (reajuste do salário mínimo) ’’ para algo em torno de 11% no ano, com efeitos distribuídos e não concentrados em abril’’, afirma o documento. Em segundo lugar está a elevação da ‘‘hipótese de aumento‘‘das tarifas de ônibus neste ano, já que algumas capitais brasileiras não tiveram aumento no ano passado.
O terceiro motivo apontado pelos diretores do BC para a revisão do reajuste médio dos preços administrados neste ano foi a reestimação do reajuste médio das tarifas de energia elétrica, que passaram de 15,8% para 12,8%.
De acordo com a ata, a soma da inflação acumulada até fevereiro mais o aumento esperado de preços administrados ao longo do ano já atinge 2,4%, o que representa 60% da meta de inflação (4%) estabelecida pelo BC para este ano. O comportamento dos preços no primeiro bimestre do ano foi influenciado por fatores sazonais, como os reajustes das matrículas e mensalidades escolares, bem como dos alimentos ‘‘in natura’’. ‘‘Também foram importantes as elevações das tarifas de ônibus urbanos e de energia elétrica, bem como as taxas de água e esgoto em algumas capitais’’, afirmam os diretores do BC na ata. O IPCA acumulou alta de 1,03% no primeiro bimestre deste ano ante 0,75% no mesmo período do ano passado, segundo destacam os diretores do BC.

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