BC reitera parcimônia na queda da Selic
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Maíra Teixeira <br> Folhapress 
São Paulo - O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou ontem a ata da última reunião do dia 11 de julho - que reduziu a taxa básica de juros, a Selic, a 8% ao ano - reiterando, pela terceira vez consecutiva, a necessidade de parcimônia na política de diminuição da taxa de juros básica, a Selic.
A ata diz que o cenário de desinflação mundial fortalece a desaceleração da economia brasileira, influenciada ''efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento''.
''Mesmo considerando que a recuperação da atividade vem ocorrendo mais lentamente do que se antecipava, o Copom entende que, dados os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, qualquer movimento de flexibilização monetária adicional deve ser conduzido com parcimônia.''
A decisão do comitê fez a taxa bater o segundo recorde consecutivo de baixa -o menor patamar da série histórica iniciada em 1986. A decisão foi unânime entre os diretores Copom na ocasião. ''O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária'', afirmou comunicado emitido após a reunião.
Este é o oitavo corte seguido da Selic, em uma trajetória de declínio que teve início em agosto de 2011, quando foi reduzida de 12,5% para 12%. Desde então, o BC tem decidido pela redução de 0,5 ponto percentual a cada nova reunião, com exceção da decisão tomada em março, quando o Copom cortou 0,75 p.p.
Preços
Em um cenário de queda de demanda mundial, o Copom reafirma sua visão de que a inflação acumulada em 12 meses, que começou a recuar no último trimestre do ano passado, tende a seguir em declínio e, assim, a se deslocar na direção da trajetória de metas.
As projeções para o reajuste nos preços da gasolina e do gás de bujão, para o acumulado de 2012, foram mantidas em 0%, valor considerado na reunião do Copom de maio e abril.
Já a estimativa do colegiado para o reajuste das tarifas de telefonia fixa, para o acumulado em 2012, reduziu-se para -1,0%, ante 1,5% considerados na reunião de maio, e a de eletricidade elevou-se para 1,4%, ante 1,3%.



