O nervosismo vivido pelo mercado na última terça-feira provocou uma fuga de US$ 2,96 bilhões no câmbio financeiro de taxas livres. Isso significa, majoritariamente, os recursos aplicados por investidores estrangeiros nas bolsas de valores do País. A informação consta de documento divulgado ontem pelo Departamento de Câmbio (Decam) do Banco Central. ‘‘Mas a perda de reservas cambiais foi maior’’, afirma uma fonte do mercado financeiro, lembrando que o mapa do BC não considera os recursos que os bancos brasileiros aplicam no exterior.
Assim, fica de fora, portanto, o que as instituições financeiras remetem para bancos estrangeiros, tanto em seu próprio nome como também em nome de clientes. ‘‘Nessa transação pode estar a maior parte do dinheiro que saiu do País’’, diz a fonte.
No movimento do dia, o mercado de câmbio de taxas livres, que ainda inclui o resultado da contratação de câmbio da balança comercial, registrou uma saída líquida de US$ 2,88 bilhões. Ou seja, um volume idêntico ao ingresso de investimentos diretos ocorrido até o último dia 27 e que foi divulgado pelo presidente do BC, Gustavo Franco, na terça-feira.
Esse resultado está composto pela perda líquida de US$ 2,65 bilhões no financeiro - na terça-feira houve um ingresso de US$ 303,4 milhões - além de US$ 231,1 milhões no câmbio comercial. Considerando o desempenho do mês, o mercado de câmbio ainda está positivo em US$ 313,1 milhões. Isso porque no movimento do último dia 23 foi registrado um ingresso de US$ 1,8 bilhão referentes à privatização da Companhia de Energia Elétrica Estadual (CEEE), do Rio Grande do Sul.

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