BC reduz taxa Selic para 17% ao ano
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sexta-feira, 07 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
O Banco Central promoveu ontem um novo corte na taxa básica de juros, que a partir de segunda-feira, passa de 17,5% ao ano para 17%. Permanece a tendência (viés) de baixa. A informação foi dada ontem à noite pelo diretor de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo. Segundo ele, o presidente da instituição, Armínio Fraga, pôde usar a atribuição de reduzir os juros por causa da evolução favorável dos fatores internos e externos. Figueiredo não explicou, no entanto, quais fatores foram determinantes na decisão de cortar as taxas.
Na última reunião, realizada no dia 20 de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC surpreendeu o mercado ao determinar uma redução de um ponto porcentual nos juros básicos. Na ocasião, as taxas passaram de 18,5% ao ano para 17,5%, o segundo corte do ano e o mais forte desde junho de 1999.
A primeira redução deste ano foi decidida no dia 28 de março, quando foi feito o corte de 0,5 ponto porcentual. Desde então, a instabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional e a tendência de alta nas taxas de juros americanas seguraram os juros no mercado interno apesar do bons resultados colhidos pelo governo na economia do País.
Sem querer indicar novas decisões, Figueiredo esclareceu apenas que a permanência da tendência de queda das taxas faz parte das regras deste sistema. Ou seja, quando o Copom decide pela tendência de redução, independentemente do número de vezes, ela pode ser usada até a reunião seguinte do comitê. Isso significa que, até o próximo encontro do comitê, que será realizado nos dias 18 e 19 deste mês, o presidente do BC pode lançar mão de novos cortes nos juros.
A decisão do Federal Reserve, o banco central americano, de não mexer nos juros na reunião que fez em junho e esperar o encontro de agosto para nova análise do comportamento da economia americana e, ainda, a disposição da Arábia Saudita de produzir mais 500 mil barris de petróleo por dia levaram os analistas de mercado a apostar em nova queda do juros ao longo de toda a semana.


