BC reduz ritmo de corte e Selic recua para 7,50% ao ano
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Folhapress 
São Paulo - Na nona redução seguida do juro básico, o Banco Central confirmou a expectativa do mercado e diminuiu, nesta quarta-feira (25), a intensidade do corte da Selic, que caiu de 8,25% para 7,5% ao ano. A última vez em que a taxa esteve neste patamar foi em maio de 2013. Desde fevereiro, o Banco Central vinha aplicando reduções de 1 ponto percentual na Selic. A intensidade menor do corte já havia sido sinalizada pelo BC no comunicado da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Na ocasião, a autoridade monetária disse que, se o cenário evoluísse conforme esperava, poderia ser adequada "uma redução moderada na magnitude de flexibilização monetária".
A expectativa do mercado é que a Selic encerre o ano em 7%. Isso significa que os economistas calculam que o BC vai diminuir novamente a intensidade do corte da taxa básica, para uma redução de 0,50 ponto percentual na última reunião do Copom, que ocorrerá nos dias 5 e 6 de dezembro. A tendência de queda deve levar os juros básicos ao menor nível em 60 anos. Para 2018, a projeção é que a Selic termine a 7%, em linha com o atual cenário de inflação sob controle na economia brasileira.
Em setembro, o IPCA, a inflação oficial do país, subiu 0,16%, após alta de 0,19% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No ano, o avanço é de 1,78%; menor resultado registrado pelo IBGE desde 1998 para o mês de setembro. Em 12 meses, a alta é de 2,54%. Segundo o Boletim Focus, do Banco Central, o IPCA deve encerrar o ano a 3,06%, levemente acima do piso de 3% ao ano.
BANCO DO BRASIL
O Banco do Brasil seguiu a decisão do Copom e anunciou a sétima queda consecutiva de juros neste ano. O repasse da nova redução da Selic, que foi para 7,5% ao ano, será tanto para linhas de crédito com foco na pessoa física como na jurídica. As novas taxas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira, dia 30. "Estamos num momento vital para retomada da economia e a redução dos juros pela sétima vez neste ano reforça esta tendência. Corte de juros, inflação sob controle e indicadores de mercado de trabalho aumentam a confiança de investidores e dos consumidores", avalia o presidente do BB, Paulo Caffarelli, em nota.
Na pessoa física, uma das linhas que passarão a ter juros menores é a de crédito de livre aplicação com garantia de imóvel (home equity), cujas taxas serão reduzidas de 1,69% ao mês para 1,44% ao mês, na faixa mínima, e de 2,10% para 1,90% ao mês, no patamar máximo.
Para veículos novos e seminovos, a taxa mínima passa para 0,99% ao mês e a máxima para 2,23% ao mês, ante 1,19% e 2,33% ao mês cobrados até então. Para veículos com até cinco anos de uso, as novas taxas estarão entre 1,29% ao mês e 2,73% ao mês, ante 1,39% ao mês e 2,83% ao mês, válidas para operações contratadas via canal mobile.
O Banco do Brasil também reduzirá os juros para quatro linhas da pessoa jurídica. As taxas mínimas para as linhas do BB Crédito Veículo passarão de 1,49% ao mês para 1,39% ao mês, na faixa mínima, enquanto as máximas sairão de 3,26% para 3,16% ao mês.
Nas linhas de recebíveis, os juros serão reduzidos em 0,06 p.p. (taxa nominal para 30 dias). Na linha desconto de cheque, as taxas passarão para 1,08% ao mês (mínima) e 4,46% ao mês (máxima), ante os 1,14% ao mês e 4,52% ao mês cobrados atualmente. (Com Agência Estado)


